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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Lomba Troncha: Monólogo mental de um drogado resmungão!


Sentei sob o juazeiro do agreste da Vila J. B. na tarde de sábado e abri “minha” obra literária mais relaxante. É, estava dando uma de estressado – pura representação – como a vida!

Entretanto, esse bem-te-vi cantou aqui e agora [...] Por três vezes ouvi, depois parei de contar e não prestei atenção nas outras cinco: Cochilei sentado!

Pensei eu, comigo mesmo, só nós: ― “Pode ser que ela game na minha qualquer hora dessas, e venha cheia de carrapichos pregados”. Haja paciência!

Pois é [...], a “Beata” desgraçada não vê que o bem não se apresenta bom, pelo contrário, subtrai fraudulentamente a bondade por demolir a auto-estima. Já o “Bonitão” lá, não nota que é fuzilado pelos anões todos os dias com confetes de cereja e café!

― “Quando ela gamar, quero que seja intensamente desde a J. K. até a Floriano Peixoto”, e nesse caminho: espaço pra tudo! Vamos deslocando-nos em Movimento Retilíneo (não obrigatoriamente) Variado, de mãos dadas, um do lado do outro como um casal pingüins com frio. “Que calor! Cuidado com o 444!”

Aquele “Ximbaba” cabisbaixo tem o desejo de ser um Pacifista Magnânimo, mesmo que seja um pacifista magnânimo cabisbaixo [...] “Qual o mal nisso?!”

― E esse dedo desenhado... vocês [...] Já sabem né?! Vocês dois mesmo!

Por sua vez, a tímida “Amásia meretriz” desprovida de valores morais e financeiros apaixonou-se com exuberante veemência! “Que aflição!”

Montanha me dá constantemente lições do que é o verdadeiro amor, ― Ouviu “Rata”?! Todos os dias quando chego, ele me recebe no portão com seu cotoco balançando alegremente e sua pata levantada! É uma satisfação para mim revê-lo! “Lamber também é amar [...]!” Ki..ki... Vem cá Totó!

A vizinha da frente tem a ilusão de que é alforriada por um Sir. Inglês Atrasado, e enquanto trabalha na casa de Dona Dó se imagina relaxada de bucho pra cima!
― Pobrezinha dela: Ainda são duas da tarde e a labuta diária só finda no comecinho da noite! “Bendita Princesa Bebel!”

― Não vou ler mais... Tem fósforo aí?!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Turbulencia

Confiança..........tai algo dificil de se obter! So com o passar do tempo que se cionsegue, e as vezes nem assim! Gostaria de ter mais dessa confiança, mas onde se vende? Quanto custa? e quantos tipos de confianla existem?

Eu comprei a minha com o convivo, com a moeda do tempo, e tenho vários tipos, tantas que não sou capaz d contar, mas mesmo assim, sempre tem alguma coisa faltando. Sinceramente, asvezes acho que eu não me esforço muito para obter tal objeto de desejo. Mas, convenhamos, isso é o maximo que eu posso fazer, pelo menos por enquanto.

Como posso confiar se so tenho como base a desconfiança? Isso é algo muito dificil de fazer, aprender a confiar com base na desconfiança, é o tipico "faça o que eu digo, não faça o que eu faço", mas ai ja é demais! Como eu posso seguir isso, se tenho como base, pelo menos em quanto criança, o modelo dos meus pais? E se um de seus pais disses isso pra você? Como você se sntiria? Não me refiro a esse fato ocorrer na adolescêcia, ou depois, mas sim na infância. Como uma criança vai poder não imitar o pai ou a mãe que ela considera como sendo seres perfeitos?

Pior ainda, sendo um menino: e se fosse seu pai que lhe dissesse algo do tipo? Se for menina, se fossesse sua mãie? Então, volto ao ponto de partida, como posso confiar em alguem que me diz para fazer algo, mas na pratica, faz outra coisa? E mais como posso aprender a confiar com esse ponto de partida?

sábado, 11 de outubro de 2008

Paráfrase: Alimente-se!



Eu queria, semelhantemente ao “Poeta”, o destino de um calmo amor com o suave gosto de uma aprazível fruta, e nós dois “Querida”, embalados no vai e vem de nossos corações, saciando o desejo, um na boca do outro.

Ser teu mantimento, tua necessidade mais básica.

Defender meu “artifício” no nosso dia-a-dia através dos altos e baixos do cotidiano, para que esse soneto que nós nunca vivemos transforme a nostalgia em suave e clara música.

Ser sorvido por ti como “peçonha antiuniformidade”.

Onde está teu selo? Ah! Se encontro o doce estigma, tomo teu corpo em meus braços como um turbilhão: língua, fragrância, membros, exceto tuas quimeras.

Quisera eu ser sugado por teus lábios como antídoto às mazelas passionais.


José Aécio Alves Barbosa.

Queria ter mais tempo para postar!



Faz alguns dias que quero postar e não consigo...
É que não posso postar algo irrelevante, e pra tratar de algum assunto simpático tenho que ter tempo de escrever.
Isso me fez pensar em como nosso tempo tem se resumido. Estava conversando, quando vinhamos da universidade, com um de nossos estimados autores holísticos, a saber, o digníssimo "LIMA, J.R.F.". Era um desses interessantes papos que se desenvolvem em assentos de transportes coletivos. Falávamos de alguns projetos que eu, particularmente queria ter tempo de realizar, como o de praticar um esporte ou algo não rotineiro que me fizesse relaxar. E eu pensava comigo mesmo na ocasião: "Em que período do dia eu vou fazer isso?!".
Se não me engano, no mesmo dia, um pouco antes da conversa do ônibus, assistiamos, eu e Ribas (LIMA, J.R.F.), a uma convidativa reunião de um projeto de extensão, e lembro-me de quando ele comentou que "queria que o dia tivesse trinta e seis horas" para termos condições de participar.
Agora a pouco eu estava pensando com meus botões e achando que se o dia tivesse mesmo as 36 horas que meu amigo desejou, arranjariamos uma maneira de lotar esse tempo também, sabe por que?!
Porque sempre temos mais o que fazer do que cuidarmos de nosso bem estar...
Sempre temos um trabalho a mais, pra ter o dinheiro daquelas férias que nunca vêm...
Sempre temos um problema pessoal a mais pra resolvermos antes de deixarmos tudo de lado ao menos por algusn dias...
Sempre temos uma prova a mais com a qual nos preocuparmos antes de desenvolver nossa intelectualidade livre de imposições...
Sempre temos o banho do cachorro, as contas pra pagar, provas pra corrigir, lavar o carro, estudar, ir na procuradoria da universidade, bla, bla, bla...
Agora me diga: Quando foi a última vez que você olhou nos olhos de alguém que realmente é essencial e lhe disse que ele era muito importante em tua vida? Não vale por "MSN" e cam!
Qual a última vez que você sentou pra apreciar a letra ou a melodia de uma música que você gosta, por puro prazer, sem ao mesmo tempo estar ocupado em outros afazeres ou no caminho para algum lugar?
Quando foi a última noite em que você olhou as estrelas acima de você e pensou na beleza delas?
Qual foi o último sorriso de criança que te fez esboçar um sorriso também, e sentir nostalgia pela inocência?
Qual foi o último abraço que te deu a certeza de que ainda existe amor no mundo?
Eu faço essas perguntas, porque não sei as respostas!
Sinceramente confeço que meu tempo tem sido ocupado por muitas coisas inúteis... Que tenho deixado de lado muito do que realmente deveria importar pra mim... Que tenho me tornado um alienado temporal, correndo pra lá e pra cá com fainas desmedidas!
Não fujo da regra né?! Tenho praticado paliativos... Apenas medidas de urgência, que só dissimulam a loucura contemporânea das atividades humanas. É uma questão de prioridades! As que tenho tido por, não são, muitas vezes, as que gostaria de ter!
Entretanto, e é isso que me deixa esperançoso, há sempre quem conteste minha posição e ecolha fazer o que realmente deseja fazer! Isso acabou de acontecer enquanto termino de escrever esse breve comentário! Que bom!
Contudo, não postei mais... E não sei quando poderei fazê-lo dignamente!
Acho q só quando começar a usar sabiamente meu poder de escolha. Por enquanto vou só fazendo esses comentários!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Superioridade humana?

Lendo, recentemente, um texto de psicologia para a prova, percebe que ele trata o ser humoano como um ser superior os outros animais (como se nós não fizessemos parte da natureza, ou como se agente estivesse aqui no planeta ,chamado de Terra por nós mesmos, para dominar e subjulgar a tudo e a todos). Como resposta a esse tipo de pensamento, eu lanço mão de algumas perguntas: o que o ser humano come? o que o ser humano bebe? onde o ser humano vivi?
Fora isso tudo, ainda tem muitas podridões q o ser (dito racional, sera mesmo?) humano pratica, como sujar as ruas de sua cidade, a ocorrência da compra de votos, muitas pessoas traem por dinheiro, vingança ou outro motivo banal.
Dito tudo isso, sera mesmo que o ser humano é superior, igual ou inferior aos outros seres (não digo nem animais, porque restrigiria muito a biodiversidade)?

domingo, 28 de setembro de 2008

Do que é feita a Nostalgia?

Por vezes me acho meio perdido. Transtornado por , talvez, várias oportunidades etiquetadas com seus determinados câmbios. Alcançá-las....
Por muitas vezes uma familiar dúvida vem à mente, tirando-me a concentração para as tarefas mais rotineiras. Mas, sinto falta da rotina, ou ela consome o cerne de minha originalidade humana? Talvez esteja equivocado, e esta rotina não seja nada mais que uma amiga, desenhada meticulosamente para manter-me na linha, para fazer-me pensar em versos sem rima alguma, ou até mesmo fazer-me crer que a ciência não tem nada a ver com o amor. Isso é apenas um reflexo de um modelo, um instinto cético e cretino me responde, sem titubear. Mas o espelho é uma metáfora muito rasa para descrever a reflexão da existência e não é, sequer, artifício para acalmar narciso. Hoje em dia o espelho é o espelho, e na sua frente esta uma oportunidade, que não escapa por um minuto do velho clichê: Dê duro e seja alguém na vida. Partes do corpo menos tocadas são as que mais temos sensibilidade ao toque... Interessante. Este é o princípio básico para construir nossos calcanhares de Aquiles: treinar a mente, adaptá-la ao estresse. Conceitos ou pré-conceitos forjados por terceiros podem se tornar a fraqueza de qualquer crédulo...

Sinto falta de muitas coisas


Ps: Imagem em homenagem à Brain Damage que escutava enquanto escrevia esta postagem...

sábado, 13 de setembro de 2008

Melancolia.



Cochila a luz da Confiança na sombra e no breu melancólico do Ciúme. Dorme entre mim e a situação.
Guerreiro Ciúme, que impeliu seu dardo negro e me feriu no clamor. Agora não há tristeza, alegria ou poesia; só restou o resto de mim.
Quem provou não mais se lembra da ferida… Quem causou não desejou nem perceber…, mas minha voz mórbida amarga e arde enquanto muitas outras gritam ou calam em sua ingenuidade, utopia, ofuscamento ou fiúza.
Há vidas se perdendo entre esses atos, se esvaindo pouco a pouco ou de uma vez; extinguindo seus porvindouros, encandeadas pelo brilho alienante da Confiança ou sob a monstruosa sombra do Ciúme.
Que coração mais obsoleto! Em meu peito antiquado tudo é paradoxal, dúbio, contraditório, e em meu aspecto tudo é só aparência, como espelhos que refletem a imagem que quem se coloca adiante quer ver. Cobiço e abdico de tudo. Tendo e precisando, abastado e vazio, cercado e abandonado, maleável e dogmático, brincadeira e fé, festa e funeral, pétala e espinho: Eu.
“Quando achei que encontrei todas as respostas, veio a vida e mudou todas as perguntas”.
Alguns fingem ter a personalidade que nunca conseguirão ter, por mais que desejem, então criticam ou abraçam. Fui abraçado e criticado por esses Alguns, e me iludi. Estúpido parvo!
É bom que o vazio aqui dentro seja preenchido pela incredulidade para que minha comiseração não mais me engabele, para que a dor do vento passando pela chaga em meu peito seja amenizada, para que eu esqueça de mim e não sinta mais saudades do meu futuro, para que me acostume a não sonhar, para que eu não descubra mais que minha espécie mente!
Tem gente que ganha de “Deus” o que merece… não sei se mereço ganhar, então me calo e escrevo, assim, tento redimir minha incapacidade de reagir, tento me erguer. Enquanto eu estiver escrevendo tema chegar-se, pois minha composição redime a minha face crudelíssima e vivifica minha pouca bondade, me mantendo ativo.
Catei o pó das minhas ilusões. Disseram que é possível construir castelos de pó… basta ter lágrimas e isso eu tenho, só não sei por onde se começa a construir algo sem fundamento. Ah, Lembrei-me: Estúpido parvo!
Entretanto luto, para que mais uma vergonha não se aposse de mim e eu venha a padecer completamente. Para que ao menos sinta orgulho de fracassar, mas de ter arriscado, ou sinta medo de acertando me magoar mais.
Luto para não ficar de luto por mim mesmo.

José Aécio Alves Barbosa.

Paráfrase explicativa de Heterônimo de Fernando Pessoa: Enlacemos as mãos.



Querida, assenta-te comigo. Sossegadamente fitemos o curso das águas da vida e enlacemos as mãos.
Agora arrazoemos como infantes amadurecidos que essas águas vão, nada deixam e nunca voltam. Vão para um Rio longínquo no profundo do Hades.
Soltemos as mãos, pois não vale a pena agastarmo-nos, quer alegremo-nos ou não, essas águas rolam. É melhor que corram tranqüilamente, sem odiosos amores e iracundas paixões, sem olhares ou vocábulos invejosos; sem preocupações, pois mesmo precavidos passamos como a chuva.
Ame-me serenamente, imaginando que se desejássemos poderíamos compartilhar ósculos, afagos e carícias, porém, melhor é estarmos juntos vendo as águas.
Querida, colhamos papoulas. Sinta seus aromas e coloque-as sobre as tuas coxas como uma calma criança que não pensa em nada, nem em sua inocente decadência.
Se for um dia de chuva tu lembrarás de mim sem calor, nem dor, nem rancor, pois nunca demos as mãos, nem nos beijamos, nem passamos de infantes.
E se antes que eu, tu mergulhares nas águas do Rio e fores tragada, nada sofrerei ao recordar-me, pois tua imagem será sempre a da menina olhando as águas, com pétalas no colo.


José Aécio Alves Barbosa.