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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Autoria

Desabafo faz parte do cotidiano, um deles aprisiona meus neurônios: Autoria de artigos científicos em periódicos internacionais de grande impacto.

Primeiramente, parto da lógica e realidade na qual para se exigir autoria tem que participar da construção e saber defender o conteúdo do artigo.

Segundo as diretrizes do CNPq:

http://www.cnpq.br/normas/lei_po_085_11.htm


18: A colaboração entre docentes e estudantes deve seguir os mesmos critérios. Os supervisores devem cuidar para que não se incluam na autoria estudantes com pequena ou nenhuma contribuição nem excluir aqueles que efetivamente participaram do trabalho. Autoria fantasma em Ciência é eticamente inaceitável.
17: Somente as pessoas que emprestaram contribuição significativa ao trabalho merecem autoria em um manuscrito. Por contribuição significativa entende-se realização de experimentos, participação na elaboração do planejamento experimental, análise de resultados ou elaboração do corpo do manuscrito. Empréstimo de equipamentos, obtenção de financiamento ou supervisão geral, por si só não justificam a inclusão de novos autores, que devem ser objeto de agradecimento.

Além de várias outras diretrizes.

Coletar e montar o material é trabalho manual e não intelectual. A capacidade de descrever, discutir, concluir, além de, claro, historicizar tendo a competência de fazer isso em inglês, para uma revista internacional, é para poucos. Poucos que ainda passam pelo corredor da morte do editor e revisores. E após todo esse processo, ainda pagam o fee de esperar longos meses.

Para exigir colocação de agências de fomento, o dinheiro destinado às pesquisas deve também passar pelo crivo do artigo. Será que há dinheiro de projeto X ou Y aprovado que foi substancialmente, ou minimamente, importante para construção do artigo? Um dos casos é o de coleta, visto que há um trabalho paralelo durante uma coleta ou campo diferente, sendo que todo o trabalho descrito no artigo faz parte de ação laboratorial. O dinheiro destinado ao trabalho paralelo foi nulo, pois foi desenvolvido durante atividades que foram descritas em outros artigos, e vai do autor decidir se deve colocar ou não o nome de determinada fonte de dinheiro. Eu não colocaria a verba de campo, pois todo o trabalho descrito é laboratorial.

Receber agradecimento deve existir como educação, agora receber o nome de autor é para poucos.

Ler o artigo integralmente é a primeira das atitudes para não se cometer o equívoco de exigir agradecimento à verba destinada para outra área e para um ambiente distinto. Não ter competência para ciência e sugar o trabalho dos outros com base no verbo parasitar é danoso e até mesmo criminoso. Se não tem competência divulgue ciência, faça artigos de opinião para jornais locais, atuando assim na sociedade e divulgando as potencialidades da área estudada, do grupo estudado, do material estudado. Se não acha a ciência fácil, se a acha bruta e seca, arrume uma extensão.

Incompetência começa pela não internacionalização do conhecimento por programas de pós-graduação que exigem que o estudante saiba inglês para entrar, e não exige que os professores usem essa habilidade dos alunos, ou compartilhe bons textos e traduções para o inglês. Esse pode ser assunto de outra postagem.

Agir com emotividade na ciência é se matar. Quem julga algo com euforia, sempre acaba por se equivocar. O pior é se equivocar, e equivocar um grupo de amigos, compartilhando emotividades e mentiras que, parecido com a brincadeira do telefone sem fio, pode ter consequências pesadas.

Outro ponto vastamente tocado é o de qualidade na ciência, se existe determinada área, com determinado editor e revisores. É competência deles julgar a qualidade do trabalho. Ninguém melhor do que eles para fazer os periódicos onde fazem parte do corpo editorial crescerem.

Muita discussão porvir.

Descanse em paz, pulga atrás da orelha.

All

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Somos, indistintamente,

O que somos a não ser a simplicidade de um ser? O egoísmo compartilhado e o patriotismo idolotrado de gostos e bens comuns? A avaria por minúcias e a liberdade por grandezas?

Somos repletos de individualidades compartilhadas, individualidades moldadas em estereótipos já vistos antes socialmente. Diluições acometidas de terceiros, devaneios secundários de primeiros. Somos eternas réplicas de antepassados que nem imaginaríamos pensar que existiram. Somos egoístas a ponto de tornar nossa individualidade em idiossincrasia. Declaramo-nos perfeitos e únicos à nossa mente, que nem os bons e velhos livros nos despertaria. São eventos eternos e repentinos que de fato presenciamos todos os dias e findou-se por se não perceber, não notar.
Agora vejamo-nos como terceiros. Com olhos de crivo e palavras de fel. Somos tão ínfimos que ao vermos nossa imagem, não se é plausível de refletir o ego que nós não desejaríamos ver. O comum que existe em nós é tão comum que existe em todos, compartilhadamente. Apontar nos outros é nossa qualidade, perceber que temos é o nosso defeito. Somos pedaços unidos por encaixe, tão facilmente removíveis e translocados.
Somos a mistura de idéias, filosofias, culturas e genes. Somos tão muito individualmente que à vista do compartilhamento somos tão comuns e que o mesmo comunismo que nos deixa enojados é aquele que nos corre em veia diuturnamente, até o pregamentos dos olhos. Junção de pedaços alheios, de que ninguém tem nada exclusivamente. Mistura de retalhos embaralhados estocasticamente. Porção de ser de que nada é de fato.

A gente “somos” inúteis, por partes, ao acaso, sem diferenciação.

Uirá

sábado, 16 de maio de 2009

Vilipêndios

O poder ortográfico.

Abacial, alcova, astenia, boldrié, caleidoscópio, escrutinio...

E assim caminha o conhecimento hierarquizado, léxico e exclusivo.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Não seja, serás!

O ser é sempre passado ou futuro. Nada se é presente, pois o agora simplesmente não é. Minhas ações excercem apenas reações passadas ou futuras, nunca imediatas. Quem sou é reflexo do que fui, quem serei, reação de uma ação abstrata. Graduando em ciências biológicas, nada sou. Estudante do ensino médio, já fui, mas nada era. Educador serei, talvez algo eu seja. O real, o tocável, não tem importancia. O que sou é tão relapso que só terá valia quando deixarei de ser. O querer do ser é tão paliativo que quando não se é, nunca foi nem nunca será. Mas vale um pássaro na mão que dois voando, deveria de ser. A facilidade ou a obrigação de se ter algo fere a expectativa do ser, ser presente. O ter nada vale, o tido é bom, o terei é a conjectura do ser presente. O agora é tão monótono que nem mesmo o que foi quer ser mais, muito menos o que seria. Fazemos as ações esperando o reslpaldo no futuro. Trabalho, luto, brinco, aventuro... Dizem que é culpa da adrenalina e dopamina, nem tanto. O fazer agora é a sensação imperceptível do prazer do futuro, visto que lá verei que fui. O passado é somente só o futuro, fui e serei ou fostes e serei. A relação do ser e não ser não cabe a ser respondido agora, perguntas procrastinadas, respostas zero.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Auto-Imune

Hoje, há pouco (por volta das 18 horas) na UFCG estava eu caminhando em busca da xérox mais barata, isso logo após ter deixado a reunião da comissão eleitoral do CCBS, e ganhar uma carona do presidente da comissão. Exausto, sigo, e encontro amigos. Um deles travestido de pastor, ou empresário, não sei direito o que era, mas logo chego me divertindo com aquela situação (de proletário para burguês). Outro, o que vou enredar essa narrativa, seguia seu caminho, e logo parou ao me ver. Escuto um "- Opa!" caloroso, e a velha pergunta "- Como está o CABio?". Logo reconheço a ausência deste no rotineiro dia-dia do curso (que parece ensino médio). "- Por que não tens ido mais assistir aula?" Claro, sem responder antes a pergunta do CABio. E ele me disse que problemas de saúde afastaram-o. Dores nos ossos, que impossibilitariam a permanência deste no curso. Me convida para beber um suco, digo que estou com azia e não vou. Culpa do café, misturado com suco de manga e Coca-Cola.

Sigo conversando com o ser travestido de pastor/empresário, grande amigo antigo de movimento estudantil, que só andava de camiseta de congresso, sempre colocando a culpa na: "- Conjuntura, analisei minha conjuntura e vi que não estava dando certo, mudei". Conversa boa, tchau.

Sigo para a xérox, o ex-graduando de Bio agora lanchando. Passo, desapercebido.

Cópias de três capítulos de genética feitas. Missão cumprida na UFCG.

Me direciono ao ponto de ônibus, dentro deste intervalo de tempo e espaço, converso com outros diversos amigos.

Chego no ponto, e logo o vejo com outro amigo, agora de eng. de produção. Amigo de fumo, que está terminando o curso, onde eu deveria estar terminando também as últimas disciplinas neste semestre. E o mais interessante, saber qu'ele toca um projeto de extensão na área de tecnologia, após a aprovação há pouco na seleção do PROBEX (Bolsa de Extensão) na área de Gestão Ambiental. Feliz estou.

Entramos no 333, o amigo de produção senta do meu lado, esse outro meu amigo que deixou a Bio senta logo atrás. Este último permanece calado. O outro vai conversando sobre a turma qu'eu fazia parte, quem está se formando, e já sabendo quem está, só faço confirmar minhas expectativas. Feliz permaneço.

Desço do ônibus na Integração, me despeço da potência produtiva, e logo o que permanecia calado se levanta na minha frente, e segue, indago "- Nesta metade do ano, eleições para o CABio, queres coordenar pro lá?". Ele responde "- Não quero mais saber de política, depois que a Correnteza perdeu duas vezes na UFCG!". Aquele sorriso sarcástico dos dois impera.

Puxo conversa, enfatizando o porquê dele ter deixado a Biologia. Ele me explica:

"- Estou com problemas nos ossos, na lombar, nos braços, nas pernas, na coluna. Depois de uma trilha, não posso mais fazê-la, devido a estes problemas."

O silêncio impera, eu embora curioso, permaneço em calado, nada pior do que perguntar a doença de outrem diretamente à ele.

Alguns minutos se passam.

"- Doença imuno-deficiente" ele diz. E completa "- Mas, você gosta de biologia, né?". E eu sem entender porque ele completa com essa pergunta, cansaço, respondo com um "- Sim".

Logo, ele aperta minha mão e sai de perto. Ganha seu rumo, fico observando-o. Ele foi para seu ponto. Depois de alguns minutos, longe de mim ele passa, se afastando, não pegando mais o ônibus, ganhando o rumo do Açude Novo.

Descanso, quase dormindo e flashback.

"- Doença imuno-deficiente"?

?

Porra, caiu a ficha.

Pego o ônibus, refletindo.

Chego em casa, refletindo.

Triste permaneço, debaixo do chuveiro passo alguns minutos.

Ele deve ter ido se esconder, assim como todos os outros que são discriminados por tal doença. Descoberta pesada essa minha, não sei qual seria minha reação, se a "doença imuno-deficiente" fosse diretamente dita.

"AIDS"

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A Morte Como um Prelúdio

Há tempos não escrevia...


Estava lendo o post "O Final de Um Blog", e refletindo sobre a imagem do túmulo que tem lá.. Achei bem interessante a analogia..

Mas quem sabe a "Morte" deste blog, não era o elemento chave que faltava para entrarmos em uma nova fase?
Talvez após a "morte", as entranhas, partes de fácil decomposição, foram retiradas de nós... carcumidas!

A parte mais simplória, mais visceral, se foi! Se fizermos uma analogia disto com a maturidade, acho que este processo nos fez mais maduros! O Esqueleto deixado para traz, mostra fisicamente que passamos por uma situação apertada, mas o que sobrou, meus amigos, é justamente a parte mais forte!!! Osteoblastos Universais, Cristais de Adamantium, Nitrogênio Líquido, Tudo! (Momento Allysson)...

Através desta força de seleção natural, estamos aqui, em parte, mas estamos, Firmes e fortes! Prontos para colocar o blog nos trilhos novamente.


Mais uma vez me desculpo pela minha ausencia, mas agora é tudo novo! A começar pelo template!



bingo Web Poll



Considero isso como um presente de "Ano novo" pra o Holística... .e o quão simplórias são estas coisas de presentes e promessas.. como se ao passar de alguns segundos aquela pessoa amarga vá se tornar o serginho malandro... Como se tudo que aconteceu não importasse mais, só porque se passaram alguns dias.. meses.. segundos! Ano novo, ano velho... Qual a diferença?

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O Final de um Blog


Deduzindo fatos, observando outros. Percebemos que o blog morre, quando os embates ideológicos tendem a acabar. Com base no passado, e desta forma, prevendo (probabilisticamente) algumas ações futuras, tenho certeza que fatores externos se ligam a defesa de uma idéia central ou outra. Como assim? Por exemplo, se algo x acontece no meio de uma jornada extensa de trabalho feita por uma equipe, e a idéia central do algo x é bem vista por alguns do grupo, e mal enxergada por outros, há uma ruptura e os padrões não convergem, pois o poder de persuasão da pessoa que toma a frente da idéia x é berço de uma idéia y por aqueles que não gostaram, após uma estafante jornada de trabalho, das atitudes tomadas por aqueles que defendem a idéia x. Daí os ideais não se ligam, dicotomias, contradições, até culminar nas mudanças conceituais. Dentro destes padrões de mudança conceitual, a persuasão dita no início não influencia muito em um grupo onde todos têm voz e voto com as idéias opostas x e y formadas. Logo após, o grupo cria censuras, estas denominamos barreiras, limites mentais impostos por não avaliar a viabilidade de x ou y ou z (uma outra idéia neutra que pode nascer da guerra entre x e y). Portanto, o sentimento de orgulho, que nos leva ao patamar de imutabilidade das idéias, leva a crer que o x ou o y está certo, e que, só e somente, um dos dois leva à certeza, e esse é o primeiro equívoco. O segundo é ligado à impotência de persuadir o seu oponente. Um membro do grupo fica inutilizado em uma espécie de geladeira dialética, e depois morre com o pensamento: “o que vou fazer aqui gastando minha energia, que pode ser útil para outra ação”. Fazendo com que as futuras idéias construtivas x1, x2, x3, x4, x(n) não se propaguem corretamente, e aquele ideal y, que também pode se tornar y1, y2, y3 se opondo ao x ou não. Isso acontece muito na política, nas relações de poder, a persuasão é implícita, mas existe. As negociações para um ganho de confiabilidade é feito no ambiente externo ao palco onde se desenrolam as discussões acaloradas, e após a quebra da barreira inicial, com diversas idéias convergindo para um único ponto, há um uso demasiado do “não” no discurso alheio, mas, porém, contudo, todavia. Não o “sim, e acrescento ...”. Sim o “não, mas...”.


Geralmente os argumentos têm por trás um que de história, e devemos analisá-la também. Desde os primórdios da evolução ontogenética, onde tomamos como referencial para o futuro, os pais. Levamos conosco idéias centrais que influenciam até boa parte da vida, quando nos depararmos com um mundo externo ao lar, por exemplo, a escola onde passamos metade do dia, e logo após a universidade, onde passarmos geralmente o dia inteiro. Sem contar na internet que nos conecta indiretamente a escola e a universidade. Passamos maior parte do dia em determinados locais, onde agregamos valores, e esses valores impregnam os ideais de vida de cada um de nós, seja o viés ego, antropo, ou ecocêntrico. Este último é um tanto difícil de reinar ante os dois primeiros, embora a cobiça e o oportunismo se sobressaiam, e façam parte da “sobrevivência” dos dois primeiros prefixos citados anteriormente. Quando um blog morre, as idéias centrais não batem, os autores não digitam, e a confiança vai, vulgarmente, para o beleléu. É um produto de existência zero. Como fazemos mal uso de nossos sentidos, não percebemos essas relações em nosso dia-dia. A vida não se tornaria seca ou maquiavélica, se o “passatempo” da persuasão fosse mental, o problema é quando o passatempo se exterioriza através de emotividades fúteis dentro de metas e objetivos em busca de materiais supérfluos à vida.



Sempre levei em consideração o diálogo como fonte de construção humana, embora o orgulho, eufemisticamente a falta de sociabilidade, seja maior. Esse é um erro crasso, qualitativamente abominável em qualquer tipo de táxon. Espero que os autores do Holística retomem seus postos.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Extensão, Revolução Didática e a "Porra Toda"


Tenho buscado me informar ante a Pedagogia, de fato, Crítica-Social e numa das minhas pesquisas googleanas, encontrei uma escola-modelo com a metodologia defendido por Rubem Alves, bem próxima à Escola da Ponte. Me senti surpreso por existir uma Escola, que segue esta tendência, no Brasil. Um breve resumo da metodologia empregada na escola se encontra logo abaixo.

Embora um defeito, a Escola é privada (particular ou paga, seja lá como vocês quiserem denominar), triste retrato refletido no Brasil. A escola pública, de qualidade e socialmente referenciada, não existe. Ao se aplicar Projetos de Extensão em escolas públicas, há um certo receio, diríamos resistência, por parte de alguns dinossauros Estes, só falam pelos corredores nos salários, na política municipal, nos conteúdos. Os alunos? Os alunos são cabeça de gado, isso mesmo, Estatística. Cada cabeça tem seu devido valor financeiro. Não existindo brechas para críticas, só conteúdo, conteúdo, conteúdo, passividade. Ah, não esquecendo! Se promover a perturbação do Sistema vigente, o professor é mandado embora, a opus dei (melhor, Movimento Jesuíta, ou melhor ainda, Inquisição) existe e está bem próxima à nós, mas isso é tema para um próximo post.

Outra questão importante e plenamente observada hoje em dia. As revoluções pedagógicas existentes nas Escolas Públicas são temporárias, em prol de um concurso lançado por uma Empresa, outro lançado pelo Governo. Não existindo esta justificativa, o professor que está a frente do processo é denominado louco, ou utópico, e isso enfraquece o ensino, os próprios professores com sensos-comuns danosos aos outros, que agem com bom-senso ante a escola que fazem parte. Jogo de interesses puro e aplicado. Perco totalmente meu tesão ante tais práticas maquiavélicas em prol de gratificações, status hollywoodiano, exclusão social. Ué, exclusão social? Onde ela se encaixa? A exclusão social é implícita neste processo, afinal um ganha e outros têm de perder, é análogo ao vestibular, um passa e os outros têm de passar mais um ano da vida tentando entrar em uma Instituição de Ensino Superior (de preferência para "ganhar dinheiro"), e quando alcançam esse "status" encontram professores despolitizadores em disciplinas-chave como Prática Pedagógica/Sociologia/Filosofia, aliás, as disciplinas-chave deveriam se ampliar e não ficar em torno deste reducionismo, que encontramos até na própria preconceitualização de alguns cursos de Humanas, que tem como fim, a crítica ao social.

Os projetos de Extensão atuais, também seguem os ditames do reducionismo acadêmico, não há um holismo, uma interdisciplinaridade. Afinal professores de Departamento X, com alunos do Departamento X, fazem parte de Projeto X, como visto em diversos relatórios de Pró-reitorias de Extensão por aí. Isso se aplica na Educação Básica também, Professor X da Disciplina X com os alunos da sala X fazem parte do Projeto X, modelo análogo ao das Universidades, perceberam? Que o problema está no modelo dos Projetos de Extensão atuais. Se ensina o individualismo desde cedo, até porque os alunos estão mesmo é interessados na bolsa, que está acoplada aos editais de Extensão, não posso negar também este fator importantíssimo da análise, a disputa por essa fonte de renda acadêmica também promove o afastamento de extensionistas, futuros professores. A solução está na manutenção direta do Projeto de Extensão, que deveria existir, acabando com essa cultura de orientadores, bolsistas e futuros bolsistas, onde o dinheiro destinado a bolsa, seria direcionado diretamente aos ônus nossos de cada-dia, todos levariam no final do dia as notas fiscais (até como cidadania?! "mais dinheiro para o Estado") com um teto de gastos, justificaria-se a destinação do dinheiro público, e se aquele dinheiro aplicado foi realmente necessário. Quantos alienados a Indústria das bolsas produz hoje em dia, já não chega na Pesquisa? PIBIC, PIBICJr, o cão de chifres, agora PROBEX? A bolsa da Extensão é, digamos, uma forma de se adequar ao Sistema, como sempre argumentei, fonte de despolitização. Ah, se o dinheiro da Extensão/Pesquisa fosse com o dinheiro do Centro Acadêmico de Biologia, que tenho de prestar contas no final da gestão, tudo mudaria. A pressão político-social aumentaria, e o melhor as responsabilidades também. Enfim, a prática pedagógica existente hoje em dia me entristece, primeiro por aqueles que estão a frente de uma disciplina tão importante como esta citar que o aluno, e o facilitador (vulgo professor), não tem como empregar o sistema de Pesquisa/Extensão na sala-de-aula, formando sujeitos críticos, pró-ativos e intervencionistas, tendo como produto não só um cientista, mas um profissional idôneo. Lamento, não termos exemplo de escolas como esta em nosso dia-dia, em nosso círculo social.

Em breve, será criada uma escola com o método desconstrutivista. Pois a construção, em um sistema como este, só após o impacto e a reflexão de uma nova realidade, voltada ao Pensar! Criticar! Agir!

http://www.iece.com.br/

Proposta

Hoje, o IECE tem segmento do GII (1 ano e 8 meses)até o 9º ano, e em todo o Ensino Fundamental II (do 6º ao 9º ano) vem se estabelecendo, junto com alunos e pais, numa proposta voltada para a autonomia do aluno - o aluno se torna ator e responsável por seus estudos e se implica nas realizações coletivas. Estas mudanças são decorrentes do reconhecimento de que, desta maneira, educa-se de verdade para formar o sujeito capaz de propor, questionar e participar da sociedade.


Metodologia

A Casa Escola pratica a insterdisciplinaridade através de Projetos de Pesquisa que envolvem as diversas áreas de conhecimento (Matemática, Linguagem, Geografia, História, Ciências Físicas e Biológicas, Artes, Língua Estrangeira e Informática Educativa).


Os professores orientam os alunos a desenvolverem um projeto de pesquisa de forma que eles possam:

• Escolher um tema a ser pesquisado;
• Transformar o tema em objeto de curiosidade;
• Resgatar e registrar o conhecimento já existente sobre o tema;
• Levantar questões sobre o tema a ser aprofundado;
• Formular hipóteses acerca do tema questionado;
• Escolher e selecionar os materiais que subsidiarão a pesquisa;
• Organizar o tempo e o espaço para desenvolver a pesquisa;
• Adequar os conteúdos curriculares ao tema;
• Comparar e relacionar as respostas encontradas com as hipóteses levantadas anteriormente;
• Concluir e registrar a pesquisa;
• Realizar a apresentação do projeto;
• Realizar a avaliação do processo

A avaliação acontece no decorrer de todo o processo, desde a escolha do tema à conclusão do projeto; através de fichas (de conteúdo e auto- avaliação), conselho de classe e trabalhos em pequenos grupos.

Esta metodologia se desenvolve a partir de um ambiente afetuoso de trocas e estímulos, onde o aluno participa, coopera, constrói internamente e socialmente conhecimentos significativos, que possam ser transformados, apropriados e utilizados em sua vida e no exercício para a cidadania.

Dando suporte ao projeto de pesquisa outros PROJETOS PARALELOS vão acontecendo na rotina da escola, estimulando o aluno a escrever, ler, falar, comentar, refletir, tomar decisões, criar...

Na metodologia adotada enfatizamos sistematicamente o trabalho com as diferenças e a importaância das mesmas para o aprendizado e respeito entre todos.

sábado, 1 de novembro de 2008

Biografia Naturalmente Seletiva

Disseram que o Darwin era pastor, gigolô, autodidata, nazista, esquizofrênico, macaco (sic), mulher do Wallace. Muitos sensos-comuns dispersos como poeira ao vento, embora um dia tendam a abaixar devido a ação da gravidade, digo isso porque até respirar neste meio espalha mais os sensos-comuns, tão danosos à sociedade, que alienadamente memetizam essas estórias.

Falta respeito à vida de Darwin, e todo legado epistemológico que ele deixou após revolucionar a estrutura fixista formada por diversos agentes clericais embasados no livro traduzido em diversos idiomas. Bem antes do fixismo Finalista, tínhamos concepções naturalistas bem mais interessantes como o Animismo, onde os elementos da natureza tinham seus respectivos deuses, e o Vitalismo, onde todos os seres que eram realmente vivos apresentavam uma força vital, uma energia, sendo esta escola descoberta antes do advento da Medicina, que acabou com essa estória da Força Vital, o Finalismo foi a última concepção naturalista que existiu, onde todas as espécies eram imutáveis, baseada também no sistema de organização biológica lineana, nada de colocar o tal do Hennig em jogo ainda nesta época, claro que também temos de "cronologicar" nossa argumentação. Com a revolução epistemológica de Darwin, houve o impacto e, consequentemente, fizeram a cruz dele.

Acusaram-no de criar o Darwinismo Social, altamente defendido por Spencer, alguns anos após a Seleção Natural entrar em foco na ciência internacional. Acusaram Darwin da mesma forma, com essa idéia de Darwinismo Social, de Nazista. Enfim, na época de caixeiro viajante, Darwin passou pelo Brasil, e como escrevia cartas para diversos amigos que ele cativou pelo mundo, (vide o site darwin-online) em uma delas expôs ante o sistema escravista que ainda imperava:

Tentando fazer-me entender, comecei a falar alto, a gesticular e, ao fazer isto, passei a mão perto de seu rosto. Ele, suponho, pensou que eu estivesse com raiva e ia bater nele, pois, imediatamente, com um olhar amedrontado e os olhos semicerrados, baixou os braços. Nunca esquecerei o meu sentimento de surpresa, desagrado e vergonha, ao ver um homem grande e forte com medo até mesmo de desviar-se de um golpe dirigido, como pensou ele, para seu rosto. Esse homem havia sido treinado para suportar uma degradação mais abjeta do que a escravidão de um animal mais indefeso.


Darwin nos surpreende e, neste trecho, expõe bem sua revolta ao que acontecia com o fator social no mundo, nada de bichinhos, plantinhas, fungos, bactérias ou protozoários sem levar em conta o fator antrópico!

Darwin tinha embasamento naturalista forte! Ao contrário, do que muitos pensam, que o Pastor da Igreja Anglicana, o Rev. Robert Charles Darwin não tinha embasamentos teóricos sobre Biologia, ele tinha uma excelente formação em áreas da Biologia, e segundo minha amiga Silvana.

Até hoje, existe uma publicação no início do termo letivo com todas as palestras e seminários que serão ministrados em todos os departamentos e centros de pesquisa. Qualquer um (aluno ou não) pode assistir a essas "lectures". Darwin tinha dois grandes professores que eram seus tutores. Um de Geologia e outro de Botânica. Além de ter treinamento excelente na zoologia. De tal maneira que Darwin era, sem dúvida alguma, um naturalista. Nada comparável ao nosso amigo formado em Letras e que só escreve sobre aquilo que não sabe.


Nem ao menos conhece o trabalho de Gould contra a microevolução, devido aos embates de época, e também contextualizar os trechos de Eldredge, esses dois serão os temas dos próximos posts. Fico somente com Darwin por hoje.

Respeito àquele que revolucionou a Biologia! Epistemologicamente correto, Darwin nos surpreende até hoje, com essas cartas cobertas pela poeira que citei lá no início deste texto. Pitis, faniquitos e muita, mas muita falta de respeito, são ditas por aqueles que ainda estão parados no calabouço conceitual fixista. Sendo crucificadamente vítima de diversas manifestações infundadas, onde nós percebemos a ausência da figura de Wallace, outra figura importantíssima para a revolução epistemológica, onde levantou o poder argumentativo do que seria um dia a Seleção Natural.


sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A Síndrome do "Meme Egoísta"


Trazer a pesquisa para o contexto social é o sonho de muitos extensionistas, professores e militantes. Já foi discutido, há algum tempo, o papel da extensão na sociedade, e o quão prejudicial é a omissão do conhecimento, da parte de vários pesquisadores, para a comunidade.

Me sinto enojado com a hipocrisia de pessoas que clamam por amor, amizade e justiça, e mesmo assim tentam trancar o conhecimento para si. Uma prática muito comum é a não divulgação das informações. Uma entre vinte pessoas irá compartilhar notícias sobre o meio acadêmico, por exemplo.

Em relação aos trabalhos, estes são considerados "sem valor" ou "sem credibilidade" quando feito por muitos autores... que palhaçada!! Isso é desculpa de uma sociedade egocêntrica que visa apenas o desenvolvimento das pessoas mais próximas. As panelinhas.

As pessoas pesquisam escondidas, não querem falar que estudam, não dizem, ao menos, sobre o que estão pesquisando!!

Para que pesquisar então? Para guardar o conhecimento consigo como uma forma doentia de adorno sadomasoquista? Alguem vai ler seus resultados não vai? Sua ideia vai ser divulgada não vai?

Que vão pra o inferno os hipócritas sem-vergonhas, que querem restringir o conhecimento, ou mastigá-lo e cuspir em cima dos estudantes! Se bem que nos dias de hoje, é só você dar bobeira que sugam o teu sangue até a ultima gota, e você será o último a saber!

Que dilema..





Ps:

Esse é o Post número 200 do nosso Blog!!
Eu quase não estou acreditando nisso!!! =D Parabéns Equipe Holística Diária, vocês são demais!!!

Digam SA!!! =)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

É Burrice e Palhacada viu Anônimo!!!


Será que ótimos alunos são aqueles que sentam na primeira fila anotando todas as pausas pra respiração dos nossos "maravilhosos professores".. e, no fim das contas não lembram nem o que bioluminescência?!

Ou aquelas que no dia da prova vão com micro saias do tamanho de um band-aid pra distrair professores babacas... e enquanto esses babam elas confirmam nos lembretes todas aquelas respostas sobre bioeletrogênese e têm no fim seu tão merecido dez?!

Ou aqueles que adoram o mestre querido na sua frente pra ter sua boa nota, e por trás malham o pau no docente decadente?!

Eu acho que não...

Mas nós, queridos "Ofídios", sabemos quem e o que faz a real diferença ali dentro...
E, por isso, não tenhamos a danosa esperança de libertar a todos; pelo contrário, deixe-os vendados, presos... afinal de contas nós sempre precisaremos de alienados, inclusive daqueles que (imerecidamente) AINDA estão hierarquicamente "acima" de nós. Quem nos servirá se libertarmos a todos?
Deixem que os capazes se libertem por merecimento, por mérito.. Só esses são dignos da luz do conhecimento! E isso não é crueldade, é justiça: "Seleção Natural"!

No livro traduzido várias vezes há uma passagem interessante:
"Não lancem pérolas aos porcos"!
Então não desperdicemos nossa peçonha com discussões que não compensam nem para alimentar nossos egos, por se tratar de algo tão insignificante e desprovido de qualquer respaldo, por mínimo que seja... É "garapa"... O Anônimo é café com leite!

Eu nunca vi um palhaço anônimo ser reconhecido pelo sucesso... nem um pseudo herói covarde ser estimado por seus grandes feitos... Assim, Anônimo e Covarde são adjetivos complementares que conduzirão nosso tão nobre comentarista ao "elevado degrau" abaixo de nós, que é onde ele conseguirá chegar! Sempre abaixo de nós!

Incito que façamos algo mais proveitoso do que perder nosso tempo com o que está aquém de nossas perspectivas... Minha sugestão de algo que insere-se imediatamente acima desses comentários toscos é o Bitstrips! Deleitemo-nos!
Pronto! Já perdi tempo demais com nada por hoje... Vou almoçar!!!
"SA" Amém!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

A Síndrome do "Biologia é um saco"

Após tantos estudos, tantas tendencias pedagógicas que viram e foram, por que a sociedade ainda está presa no conceito contextualizado de disciplinas e "matérias" isoladas? Porque ainda existe essa dicotomia?

Como em qualquer bioma, ou ecossistema, um determinado organismo só vai sobreviver se as condições estiverem favoráveis para tal. Acontece exatamente assim para modas ou "tendencias". Presenciamos um descaso com a educação por que este descaso está "muito bem, obrigado", sendo nutrido por um sistema manco, ou melhor, capenga.

Desde que tenho contato com estudantes de cursinho pré-vestibular, ou do ensino médio como um todo, venho contraíndo um certo nojo de como os conteúdos, até então chamados de programáticos, estão sendo dispostos e apresentados para estes jovens. Tomando como exemplo a "disciplina" de Biologia, posso afirmar sem medo que grande parte dos alunos acha a mesma "um saco", como eles mesmos expliclam: "Nome demais para decorar", "Coisas que eu nunca vou usar na vida" e a mais trágica: "Não tem nada a ver com a área que quero"...

Mas como não pode ter a ver com a área que esse rapaz quer afinal, se ele vive em uma sociedade, que esta inserida em um bioma, onde ecossistemas estão interagindo. A própria criatura é um ser vivo, que depende do seu funcionamento fisiológico e hormonal para porder chegar a esta conclusão! Como esses jovens podem ser tão cegos a tantas coisas às estações do ano, à comida que esta na sua mesa, a hora que vão ao banheiro, ao sexo!?

Simplesmete porque existe substrato para sustentar a ignorancia.

Neste caso, ataco diretamente o ponto mais alto, o que causa grande parte desta alienação. O vestibular. Este exame se torna motivo de três anos de estudo (ensino médio), ou até mais, para quem estuda cursinhos por aí afora. A prova é totalmente "bitolada" e leva em consideração termos arcaicos, cálculos intermináveis e uma descompartimentalização da mente destes alunos, que se desligam do mundo e partem para cima de livros com conceitos mais arcaicos ainda.
Não tiro a razão de quem fala que a "disciplina" Biologia é chata. Ora, do jeito que ela é apresentada para os nossos estudantes, o que poderíamos esperar?! E a história continua, se refletindo em várias outras áreas do conhecimento, que alguém muito inteligente dividiu para facilitar a formação de profissionais alienados que não se dão conta que vão morrer sufocados com o aumento do CO2, ou que não sabem o porque aquele tombo de ontem criou uma "casquinha".

Pode parecer repetitivo, mas irei (Iremos) repetir e ir contra esta corrente até o pilar cair!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Ter ou não Ter, eis a questão.

"Sem a originária revelação do nada, não há ser-si-mesmo ou liberdade" (Heidegger)
Se o ter é uma questão de existir, então vamos nadificar o nada. Sem saber o que é o nada, não saberei o que é a liberdade de fato, a liberdade é o nada, e vivo em busca do nada. Engraçado, quando estamos nos libertando de algo, algo outro nos aprisiona, e assim vamos levando a vida, em busca do nada.

O mesmo posso fazer uma analogia ao ter, o ter é necessário para viver, sendo que o necessário por vezes é extrapolado, mas como nos libertamos disto e nos aprisionamos ao viver ecocentricamente? Uma boa questão, esta nos leva a princípios ideológicos, a criação de um modo-de-vida que influenciará outros, diria em outros posts, memético.

Basta que queiramos, com senso-crítico no dia-dia, nos policiando e intervindo, mostrando a sociedade o poder antrópico sobre o ambiente, iremos mudar de fato a sociedade civil, os exemplos nós devemos dar. O problema do exemplo é evidente em muitas linhas argumentativas, em muitos discursos persuasivos, e também é facilmente identificável. O exemplo devemos unir a linha argumentativa, nada melhor do que uma intervenção com uma experiência prática, isso enriquece o poder persuasivo.

Depois disso a mudança conceitual é fato, na Sociedade. Agora no Mercado e no Estado, outras estratégias devem ser utilizadas, não de persuasão, mas de combate.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A síndrome do "Eu matei uma barata"

Vendo o post do camarada Alexandre, discípulo de Cavalcante, notei um comentário interessante de uma fervorosa colega, indagando-o sobre o "Porque enrolar tanto para contar tão simples fato".
Eu me perguntei, então, qual a essência do enrolar, ou por que as pessoas as vezes acham que estamos enrolando, apenas porque gostamos de contar em detalhes eventos que foram significativos para nós!

É realmente necessário dissecar ainda mais a nossa pueril convivência a fim de sintetizar nossos diálogos à mais basal escala de comunicação? Talvez sim, em certos casos, contudo os fins não justificam os meios. Nada justifica inibir ou reprimir uma mente tentando achar uma saida lógica ou ilógica para transcender. Nada mais relaxante e gostoso de escutar do que a interlocução de um causo. Uma interpretação cheia de detalhas, sendo cada uma delas um produto da percepção hormonal e biológica deste organismo. Apomorfias trabalhando em cooperativismo para proporcionar um "drink no inferno"! Que graça teria, apenas viver de sim e não!?

Mas na verdade, o que seria a enrolação? Muitas vezes narrar um fato não basta... saca só:

matei uma barata

poderia ser:

estava com raiva da vida, agunstiado porque não passei na prova, vi passando uma barata e quis descontar a raiva nela..
que também poderia ser:

Depois de colocar seus ovos, a barata sai em busca de alimento, principalmente em lugares com restos, provenientes do homem. Portanto, é provável que eventualmente algum humano irá pisar na barata.
ou até mesmo ser:

Fiquei feliz hoje... estava passando e encontrei uma daquelas baratas bem cascudas! Sabe aquelas que fazem você ter nojo por você e pelo seu amigo? Pronto! Daquelas... Olhei sua carapaça e balbuciei comigo: faça seu último desejo, ó ser seboso! Sem dó nem piedade estiquei meu pé acima do animal como um titã esmaga um pagão, e com a fúria de mil martelos de Thor esmaguei o pobre infeliz... Coitado.
Matei uma barata.

domingo, 12 de outubro de 2008

O médico e o monstro


Eu tento fugir, a cada momento aumento a velocidade dos meus passos, a respiração já está ofengante, aos poucos minhas pernas cansadas vão parando. Desisto e espero o momento do ataque. Já parado, olho para trás, estou só, se olho um pouco mais ao meu redor, vejo que ninguem parece querer me atacar, mas a sensação de que estou sendo seguido continua.
Mas se não há ninguem a me perseguir por que essa sensação nao para?
Aos poucos paro, reflito e me dou conta de algo que nao desejava saber: o meu perseguidor não estava realmente seguindo meus passos, isso pareceria bom, se a proxima constataçao não fosse a que mais poderia me amedrontar: Quem tanto me persegue está dentro de mim, como um câncer, por muito tempo inerte e que suga a minhas energias como se a fuga persistisse por quilometros, e sabendo que eu sou o criador de quem me amedronta, a cada istante se torna mais dificil aceitar que o que me faz sofrer é provavelmente o criei para me proteger de faces da vida que nao desejava enfrentar.
Como posso então me ver livre de algo ajudou na minha formação?
De que maneira meu algoz e eu podemos estar juntos para sempre?
Aos poucos começo a entender as divagações que reviravam a mente do Dr. Jeckill, e principalmente a necessidade que ele tinha de se manter sozinho, uma vez ele amava aqueles que o cercavam, e sabia do sofrimento que poderia causar, principalmente por saber que o monstro surgia e destruia sem que ele pudesse o controlar. Isso aliado ao fato que tanto o médico como o monstro obtem sua energia da mesma fonte. Então, como será possível destruí-lo e manter-se vivo?

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A síndrome do "Universitário à esquerda"

Indignação...

1 - Universitário, ou estudante, tem mesmo é que estudar.
2 - Vai fazer biologia pra quê, morrer de fome?
2,5 - Ih,Vamo indo que essa aula não tem futuro não...


Bem, não exatamente....


Mesmo no "quase" século 22 (como se isso significasse algo) encontramos pessoas em instituições de ensino superior que, por assim dizer, são "Universitários à esquerda".

Imagine o ensino fundamental e o médio como uma linha de produção, ok? Independente de predisposições biológicas, pois estou tomando um modelo "neutro" (viu, cipro neto?) , a vivência escolar muitas vezes se resume a tarefas massantes, fórmulas intermináveis, denominações enfadonhas, regras e exceções. O que influencia de forma muito negativa, principalmente, pessoas que estão tentando formar idéias sobre o mundo!

Ora, você não chega para uma criança e dis que a "florzinha bonitinha" que ela acabou de colher, na verdade é aclamídia, tem 79 óvulos, sete carpelos e é introssa.

INTROSSA? Faça me um favor!
Revolta a parte, e voltando para a reflexão, o que quero dizer é que o mundo se faz simples e complexo para os olhos de quem o estuda, e principalmente, para os olhos de quem o vê. Contudo há quem não o veja. Muitas pessoas vivem em mundos totalmente isolados, muito preocupados com bolsas de valores, arquitetura pós moderna, medo do sr. Jesus as punirem por falar mal do padre, por ter flatulado naquele domingo...

Mas será que elas não veêm vários outros fatores porque não sabem, ou porque não foram ensinadas que não existe tal dicotomia?
Até esta palavra foi inventada por nós.... mas será que temos que ser escravos vendados com tanta coisas interessantes batendo na nossa cara?
Não é papo "chato" de biólogo não, estou me referindo a diversas coisas: Os sonhos, o que será que eles significam! A obscuridade do subconsciente é fascinante, assim como as marés quentes impedem que nosso planeta entre em uma era glacial! A educação, a música, a aviação!!!

Se os cidadãos devem ou não se perguntar sobre estas diversas questões, a moral, a cidadania, as leis e o pudor vão ditar...

A questão é: pessoas são influenciadas. E pessoas que estão tentando compreender o mundo, precisam mais é de perguntas! Sim! Pra que respostas? Qual a graça de viver em um mundo que não tem o que descobrir sobre ele?

- Eita!!!!!!!! Olha esse bixo aqui!
- Ah, é um tetrápoda..
- aah!
-...
-...

Este é o quadro atual, as regras, e o estatuto da "linha de produção" citada anteriormente... Cópia "cagada e cuspida" do seu irmão mais velho, o Capitalismo.

Omisso.
Frio.
Direto.

O resultado desta linha de produção... Feras! Ô Beleza (Não estou generalizando, isto é evidente aqui ok?)

Indivíduos que foram, ou melhor, fomos cobaias de uma lavagem cerebral. Uma competição "humana" onde adolescentes se fecham para o resto do mundo e são forçados a entrar na ciranda do Peneirão, como era conhecido antigamente, a fim de disputar uma vaga na universidade....

Mas pra quê?? Me diga? Pra que um cidadão desse quer entrar numa danada de uma universidade?

Etimiologicamente Universidade conota "Universo", ou seja, uma abrangência de fatores. Sejam eles conteúdos, disciplinas, cadeiras, tamburetes. A universidade se materializa através de uma instituição de ensino, onde professores e alunos buscam levantar hipóteses e compreender as que já foram levantadas, sempre analisando os diversos fatores da sociedade e do ambiente. Pelo menos devia ser...

Claro né... nem tudo na vida é "rodinha" e estes "feras" querem mais é ganhar o deles! Fazer fortuna! Subir em cima dos outros, aprendendo a mentir, desviar dinheiro, ou até mesmo a ser politico!... por isso que biólogo é tudo liso, né?

Ah, vão "contar" coquinhos!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A síndrome do Lattes

O Lattes é uma plataforma interativa do CNPq utilizada como banco de dados para abrigar currículos de profissionais, pesquisadores, músicos e qualquer um que se disponha a utilizar seus serviços. Hoje tem como maior público pesquisadores de diversas áreas e intituições. O nome da plataforma adotada pelo CNPq é uma homenagem ao pesquisador Césare Mansueto Giulio Lattes (Físico) que contribuiu a comunidade ciêntífica com diversas pesquisas.
A plataforma lattes em si esta ficando cada dia mais funcional, outrora um software, hoje é simples e intuitiva, só exige um pouco de paciência e uma memória legal para declarar todos os eventos e trabalhos que voce participou. Porém por este caráter amigável e interessante, cada vez que você atualiza seu pequeno currículo, ele vai crescendo e ficando cada vez mais "recheado".
Para algumas instituições você precisa ter um bom currículo, daqueles bem rechonchudos, para poder conseguir um cargo administrativo ou como docente. Na maioria dos concursos para bolsas, projetos ou similares uma cópiazinha impressa do lattes é solicitada. Estes fatos levam a uma certa condição de alienação em algumas pessoas.
Podemos tratar eta condição, mais precisamente, como uma compulsão. Cada vez mais as pessoas estão esquecendo do social e se preocupando com o individual, produrando cada vez mais produzir trabalhos a custo do seu tempo com amigos, familiares e para outras atividades não-acadêmicas. Sim, existe uma vida fora da universidade! E para vivê-la não precisa abrir mão dos seus princípios, ideias e hipóteses! Você pode continuar sendo o Professor Dr. Uirá quando vai jogar uma bolinha.
O que está acontecendo no cenário acadêmico atualmente? Uma banalização do currículo, ou uma má formaçao de profissionais? Sinceramente, eu conheço graduados com uma melhor percepção do cotidiano que muitos doutores. Raros, mas existem. Será o governo está programando as instituições para soltar mais profissionais, ao invés de melhores profissionais? Será por uma legenda: O Brasil possui um grande número de universitários. Grande coisa! E o ensino básico? E a consciência destas pessoas ao entrarem na universidade?


Ps: Continua