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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Autoria

Desabafo faz parte do cotidiano, um deles aprisiona meus neurônios: Autoria de artigos científicos em periódicos internacionais de grande impacto.

Primeiramente, parto da lógica e realidade na qual para se exigir autoria tem que participar da construção e saber defender o conteúdo do artigo.

Segundo as diretrizes do CNPq:

http://www.cnpq.br/normas/lei_po_085_11.htm


18: A colaboração entre docentes e estudantes deve seguir os mesmos critérios. Os supervisores devem cuidar para que não se incluam na autoria estudantes com pequena ou nenhuma contribuição nem excluir aqueles que efetivamente participaram do trabalho. Autoria fantasma em Ciência é eticamente inaceitável.
17: Somente as pessoas que emprestaram contribuição significativa ao trabalho merecem autoria em um manuscrito. Por contribuição significativa entende-se realização de experimentos, participação na elaboração do planejamento experimental, análise de resultados ou elaboração do corpo do manuscrito. Empréstimo de equipamentos, obtenção de financiamento ou supervisão geral, por si só não justificam a inclusão de novos autores, que devem ser objeto de agradecimento.

Além de várias outras diretrizes.

Coletar e montar o material é trabalho manual e não intelectual. A capacidade de descrever, discutir, concluir, além de, claro, historicizar tendo a competência de fazer isso em inglês, para uma revista internacional, é para poucos. Poucos que ainda passam pelo corredor da morte do editor e revisores. E após todo esse processo, ainda pagam o fee de esperar longos meses.

Para exigir colocação de agências de fomento, o dinheiro destinado às pesquisas deve também passar pelo crivo do artigo. Será que há dinheiro de projeto X ou Y aprovado que foi substancialmente, ou minimamente, importante para construção do artigo? Um dos casos é o de coleta, visto que há um trabalho paralelo durante uma coleta ou campo diferente, sendo que todo o trabalho descrito no artigo faz parte de ação laboratorial. O dinheiro destinado ao trabalho paralelo foi nulo, pois foi desenvolvido durante atividades que foram descritas em outros artigos, e vai do autor decidir se deve colocar ou não o nome de determinada fonte de dinheiro. Eu não colocaria a verba de campo, pois todo o trabalho descrito é laboratorial.

Receber agradecimento deve existir como educação, agora receber o nome de autor é para poucos.

Ler o artigo integralmente é a primeira das atitudes para não se cometer o equívoco de exigir agradecimento à verba destinada para outra área e para um ambiente distinto. Não ter competência para ciência e sugar o trabalho dos outros com base no verbo parasitar é danoso e até mesmo criminoso. Se não tem competência divulgue ciência, faça artigos de opinião para jornais locais, atuando assim na sociedade e divulgando as potencialidades da área estudada, do grupo estudado, do material estudado. Se não acha a ciência fácil, se a acha bruta e seca, arrume uma extensão.

Incompetência começa pela não internacionalização do conhecimento por programas de pós-graduação que exigem que o estudante saiba inglês para entrar, e não exige que os professores usem essa habilidade dos alunos, ou compartilhe bons textos e traduções para o inglês. Esse pode ser assunto de outra postagem.

Agir com emotividade na ciência é se matar. Quem julga algo com euforia, sempre acaba por se equivocar. O pior é se equivocar, e equivocar um grupo de amigos, compartilhando emotividades e mentiras que, parecido com a brincadeira do telefone sem fio, pode ter consequências pesadas.

Outro ponto vastamente tocado é o de qualidade na ciência, se existe determinada área, com determinado editor e revisores. É competência deles julgar a qualidade do trabalho. Ninguém melhor do que eles para fazer os periódicos onde fazem parte do corpo editorial crescerem.

Muita discussão porvir.

Descanse em paz, pulga atrás da orelha.

All

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Somos, indistintamente,

O que somos a não ser a simplicidade de um ser? O egoísmo compartilhado e o patriotismo idolotrado de gostos e bens comuns? A avaria por minúcias e a liberdade por grandezas?

Somos repletos de individualidades compartilhadas, individualidades moldadas em estereótipos já vistos antes socialmente. Diluições acometidas de terceiros, devaneios secundários de primeiros. Somos eternas réplicas de antepassados que nem imaginaríamos pensar que existiram. Somos egoístas a ponto de tornar nossa individualidade em idiossincrasia. Declaramo-nos perfeitos e únicos à nossa mente, que nem os bons e velhos livros nos despertaria. São eventos eternos e repentinos que de fato presenciamos todos os dias e findou-se por se não perceber, não notar.
Agora vejamo-nos como terceiros. Com olhos de crivo e palavras de fel. Somos tão ínfimos que ao vermos nossa imagem, não se é plausível de refletir o ego que nós não desejaríamos ver. O comum que existe em nós é tão comum que existe em todos, compartilhadamente. Apontar nos outros é nossa qualidade, perceber que temos é o nosso defeito. Somos pedaços unidos por encaixe, tão facilmente removíveis e translocados.
Somos a mistura de idéias, filosofias, culturas e genes. Somos tão muito individualmente que à vista do compartilhamento somos tão comuns e que o mesmo comunismo que nos deixa enojados é aquele que nos corre em veia diuturnamente, até o pregamentos dos olhos. Junção de pedaços alheios, de que ninguém tem nada exclusivamente. Mistura de retalhos embaralhados estocasticamente. Porção de ser de que nada é de fato.

A gente “somos” inúteis, por partes, ao acaso, sem diferenciação.

Uirá

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

CHAMADA DE TRABALHOS


O Holística Diária (HD) nasceu como uma forma de um grupo de amigos, agora biólogos e pós-graduandos das mais diversas áreas, expor suas ideias de forma livre, baseando-se no compartilhamento como forma de produção científica, o que depois aprendemos é a base da ciência como conhecemos. Dessa forma, o HD retorna após uma história curta, porém repleta de sucesso, com milhares de acessos de todos os locais do mundo.


Com uma história dessa, agora o HD reaparece na mente de seus criadores como uma forma de continuar divulgando o conhecimento científico, sim, porque para a base editorial do HD todo o conhecimento é científico. E partindo desse ponto, temos o prazer de convidar a todos os interessados em compartilhar seus pontos de vista com o restante do mundo, na tentativa da construção de uma linha de pensamento sem preconceitos, a enviar textos dos mais diversos temas, para que possamos ter um perfil realmente holístico.


Os interessados devem enviar seus textos juntamente com imagens, caso ache que essa vai representar bem suas ideias, para o e-mail hdiaria@gmail.com , os quais passarão pelo crivo inicial de uma equipe editorial composta por alunos de pós-graduação de áreas afins.

Esperamos que este convite venha como uma boa notícia para aqueles tem sede por conhecimento e pela sua construção.


Corpo Editorial - HD

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

HD RELOADED


Mentes pensantes são conjuntos de ideias unidas pela lógica, a bela lógica que faz com que a cada dia possamos construir e reconstruir aquilo que precisamos. É nesse sentido que venho agora pensar, e o que mais me anima: expor meus pensamentos e minha linha de lógica no que eu acho ser uma oportunidade única de manter nossas sinapses culturais intactas.

O Holística Diária surgiu como uma forma de desabafo, uma turma de amigos que tinha muito o que falar e discutir, e a necessidade de expor essas ideias, aliás, nada mais comum em sociedades de primatas superiores do que a necessidade física de expor ideias e a partir da discussão estipular diferenças e principalmente alianças. A construção memética presente no HD permitiu um crescimento estupendo daqueles que verdadeiramente participavam do grupo de escritores. Mas mesmo assim o fim, ao menos como se imaginava, chegou no momento em que nos deixamos ser dominados pela infantilidade e principalmente nos deixar estafar pela inclusão de ideias contrárias as nossas.

Bom, não estamos aqui para falar do fim, mas sim do recomeço. Recomeço este esperado por todos os que compunham a linha editorial do blog, aqueles que depois de perder o espaço virtual se sentavam no chão e lançavam suas ideias ao ar, na esperança que estas, de alguma forma, sobrepujassem a trama de representação presente em cada um dos ouvintes, fazendo uma frase ser interpretada de maneiras diversas. Superada essa barreira, fica em cada um a expectativa em receber de volta acréscimos à ideia inicial, e que estas não sejam somente elogios vagos, e sim críticas reais, baseados em conhecimento anteriores e nas ideias construídas diariamente, a cada segundo, através de cada observação, por mais banal que um fato seja, uma vez que para cientistas, o que somos todos, a banalidade de um fato deve ser visto somente como resposta de mentes ignorantes a uma observação incompleta.

A beleza de poder construir ideias em grupo é partir do consenso inicial que os preconceitos serão minimizados, que teorias contrárias serão respeitadas.

RESPEITO, com base no que já passamos, venho tratar sobre respeito não somente como a reação nula a uma ideia contrária, e sim como uma atitude de abertura a ideias novas, poder receber um pensamento e se dispor a elaborar uma opinião que tente entender o ponto de vista do autor e não somente rechaçá-lo, ou aceitá-lo de forma passiva. Me pergunto as vezes porque eu tenho que concordar com o que os outros falam, mas isso também me leva a pensar, porque eu tenho que discordar? Podemos então colocar isso em outro nível quando eu me pergunto: sabendo que há outros conceitos e opiniões acerca das mesmas ideias, porque pensar que a minha está correta? O que há de especial no meu ponto de vista que me faz achar que o outro está totalmente errado?

A partir dessas questões, este texto inicial vem como um convite, não somente ao envio e publicação de ideias, as quais são muito bem vindas, mas principalmente como um pedido para que participemos juntos de um processo de mudança de ideias, de movimentação constante, uma dinâmica de conceitos, sem o certo e o errado, com uma observação e principalmente um admiração e respeito pelo transitório, este o único conhecimento que temos a nossa disposição hoje, agora.

Pensando assim, nada melhor que começar com os pensamentos do grande amigo, biólogo, filósofo, arqueólogo, enólogo, dentre outras qualidades, Allysson Allan.

“O post 'The End' não nega a situação emotiva que passamos por nos desfazermos de algo que era um hospedeiro de situações cotidianas e compartilhamento de idéias e ideais. O 'up' ou 'increase' de rigor se deu logo após a finalização do blog, o grupo formado essencialmente de estudantes de biologia, que hoje são pós-graduandos em áreas distintas, compartilhou um pouco do debate tête-à-tête, levando o conteúdo para as aulas e diálogos em todas as partes.

Se não bastasse aquele arrependimento "- Que saudade do HD", tínhamos um retrocesso no diálogo com outros que não eram do grupo. Ou seja, para não causar impactos, nos abstivemos de muitos debates para não perdermos tempo, nem energia, em épocas que necessitaríamos.

Nada mais justo que retomar esse blog utilizando temáticas especializadas.

Aqui descobrimos que o reducionismo, o positivismo e o rigor tem lá seu lado bom. Aqui também descobrimos como funciona o sistema, a quem recorrer, e como funcionam as políticas públicas. Discernir o joio do trigo é importante, e cá estamos nós colidindo o passado com o presente. Um mundo de conhecimento está se formando localmente, mundialmente. Não podemos perder tempo, que seja dada a largada. Pedaços de engasgos também terão vez, logo após aprovação do Ribamar, nosso Editor-in-chief.

Assim, abatemos a distância que nos separa, tanto de você leitor, como entre nós, autores.

All.”

E concluir com as boas vindas do grande Souto Melo, Uirá (2011) :

"Enfim, depois do fim, de volta. É o começo depois do fim, ou fim do fim que há anos começou? Mesma equipe, mesmos devaneios, mesma ingenuidade, mesma qualidade. O que diferencia agora é o mesmo; os mesmos não são mais os mesmos. Não me refiro a qualificações ou status, me refiro a experiência que por tempos não era compartilhada. Amadurecemos, as ideias talvez também. Textos serão escritos, pensamentos serão libertados, pontos de vista criticados e compromisso garantido. Faço dessas palavras a garantia das minhas ações e reações. De rotina, de volta ao Holística Diária."

sexta-feira, 6 de março de 2009

Plesiomorfias

Buttons, me deparo com a reflexão.

Fugindo das normas da sociedade, o impacto. A quebra do narcisismo. A problemática Evolução Ontogenética. O voltar a ser criança. Logo após ver o filme, do Benjamin, exprimi uma reflexão grata.

Como um bom filme deve ter uma boa família, posso ver que o impacto não foi mais além, ficou nas aparências do protagonista que viveu amparado pelo rejuvenescimento. Aí termina a vida do protagonista e começa a minha, quais serão minhas práticas futuras?

Percebi o quão a sociedade necessita de representação, sociedade confusa e maleável, que se persuade por aqueles que tem mais poder, poder de convivência, poder monetário, poder clerical, poder científico, e o espectro das análises a cada dia cresce mais. Antagonicamente ao Benjamin, não quero ter filhos, ou compor família com uma companheira parte da biodiversidade. As problemáticas da parceira conceber filhos por pura vaidade, egoísmo, pois chegou em uma fase necessária da vida, onde todos têm filhos e não posso fugir da linha.

Desculpas de sobrevivência não colam, a taxa de natalidade cresce, e por vezes estagna, raramente decai. Os melhores genes não colam, afinal uma carga cultural e científica os neurônios dos filhos sempre receberão. Portanto, analisem os filhos dos principais amigos intelectuais que vocês acham, encontrarão aqueles que não gostam da razão de existir e do ato de refletir. A solidão não cola, imagina livros e mais livros escritos, experiências, e uma sociedade inteira para conviver. A responsabilidade consequentemente após a prole aumenta, as energias são focadas na produção de bens, para manter a vida da prole, enquanto esta mesma energia poderia ser empregada para dez famílias ou mais. A carga de trabalho para satisfação de outrem, mesmo sendo de mesmo sangue (egocentrismo), nos leva a invisibilidade, a ausência da existência. Afinal, em três gerações serás esquecido, você, sua história, seus bens adquiridos. Histórias de organismos humanos ainda podem ser recuperadas por bibliografias. Imagina o poder de viajar, conhecer pessoas novas, carinhos novos, novas culturas, sem precisar estar com uma mesma família, um mesmo filho, uma rasa noção egoísta de viver. Dar atenção a um coletivo maior do que três ou quatro pessoas, sem compromissos. Visto que o compromisso da morte se exclui com o da vida, e o que nos resta é existir.

Imagino eu, meus genes e a herança deles sobre minha prole. Agora imagino a influência das potencialidades de meus genes em uma sociedade que pode ser minha prole, influenciando bem mais do que em um organismo, em populações. Populações que podem levar nossas características, as melhores, as discursivas de fato, as ideológicas. Ideologias que se perdurarão por gerações e gerações, nada de nomes, e sim idéias, depois os nomes, mas antes as idéias. Imagina um determinismo, X genes, para X filhos, X miniaturas minhas? Claro que não. Jamais gostaria de dar este tiro no escuro.

Acertar o alvo populacional é mais provável, e é nele que investirei.

A quebra do narcisismo, enquanto novo, bebê lindo, enquanto idoso, velho com rugas. Características daqueles que pensam a curto prazo. Imagine nascer com um nível de calcificação baixo, diversos osteoclastos agindo, logo na idade de bebê. Você ganha seus vinte anos, entra no ônibus e quebra uma perna após uma arrancada do motorista, visto que estavas em pé. Todos ajudam você com extrema atenção, chamando-o de senhor. Há aqueles que não lhe cedem lugar, e pensam que você é mais um invisível da sociedade, mais um número, e mais um gasto para o estado. Depois aos sessenta anos, você está na flor da idade, pega o ônibus, cede o lugar aos idosos que necessitam, e vê o quão impactante é mudar do velho para o novo, do ômega para o alfa.

Existir sem reflexão não é válido. Aproveitarei minha jovialidade em total harmonia com a sociedade? Jamais, pois as divergências são construtivas a longo prazo. A quebra deste bloqueio está inerente ao processo lógico do pensar, probabilisticamente raro evento, mas não impactante quando pensamos nestas possibilidades (rejuvenescer) antes.

Evolução Ontogenética Inversa.

Seguindo a lógica da saúde, a beleza também é impactada, sair do idoso para o bebê. Das rugas para os níveis máximos de colágeno e elastina. Da desatenção de todos, para a posterior atenção.

O quão reflexiva deve ser esta vida. Observar tudo e todos. Uma pena se acontecer este evento hoje em dia, pois será amplamente noticiado em jornais, fazendo do portador, um objeto de estudo. Em épocas passadas, o objeto de estudo viraria um grande sociólogo, viveria no mais profundo sigilo, analisando o nicho, ganhando ampla visão de mundo, sem conhecerem as causas de tal evento raro. Nada de holofotes e tapes. Somente registros diários das contradições na etapa final do organismo humano.

Embora, eu sem família e filhos, ele sem senescência. Impactos diferentes, registros gradativos, afinal são escolhas para antes de respeitadas, serem questionadas e criticadas. Optei por alguns impactos, ele não optou, mas praticou os impactos que foram inerentes a ele. Sâo dois casos distintos, respectivamente, voluntário e involuntário.

Aqui fica justificada minha escolha.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Dica: I Seminário Internacional Sobre Exclusão, Inclusão e Diversidade

Acontecerá em João pessoa, dos dias 24 a 27 de março o I Seminário Internacional Sobre Exclusão, Inclusão e Diversidade.




O evento objetiva promover o espaço de integração entre todos os pesquisadores da temática e os interessados, do meio acadêmico e da sociedade civil, em um campo reflexivo acerca da construção de alternativas de inclusão social e educacional, respeitando–se a diversidade frente à superação da exclusão social, em nosso país.

O evento será dividido em Grupos de trabalho, variando em diversos temas. Os interessados em inscrever trabalhos poderão fazê-lo no formato de poster, resumo ou artigo completo de no máx. 15 páginas.
As inscrições de trabalho serão do dia 20/10/2008 até 28/02 de 2009, para realizar sua inscrição clique aqui.

O evento esta aberto também a qualquer pessoa que não pretende apresentar trabalhos, e a inscrição pode ser feita até mesmo no primeiro dia do evento.

Na minha opinião este evento tem muito a somar. Consiste em mais uma iniciativa da pós graduação da UFPB, agregando um título forte e um caráter internacional.
Não podemos esperar que o evento abarque todo o patamar esperado no quesito público, mas é importante que os pesquisadores circunvizinhos se mobilzem e participem. Desta forma, podemos construir uma comunidade científica ABERTA e não segregada da sociedade.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Livros por Créditos

Refletindo..
Eu tenho um objeto, e não o uso mais... José não tem este objeto, e está indo comprar um.
Dois objetos, eventualmente, irão para o lixo...
A partir desta lógica, trago até vocês o serviço público Trocando Livros.
O site Trocando Livros consiste em uma idéia muito criativa, que serviria para solucionar o meu problema e o de João, caso o objeto fosse um livro.


O sistema é bem simples: Eu faço um cadastro e depois inscrevo no site alguns livros que estão mofando e eu gostaria de passar à frente. Estes livros irão, desta forma, fazer parte da vasta biblioteca presente no site, e assim que alguem se interessar por ele, irei enviá-lo pelo correio para esta pessoa (Única parte dispendiosa do processo). Desta forma, ganherei um crédito, e ficarei apto a solicitar qualquer livro disponível na bilbioteca do site.

Legal né? 1 Crédito = 1 Livro, 1 Livro = 1 Crédito.

Por que comprar um livro novo, se você pode se desfazer de um velho, e ainda por cima aproveitar o de alguém? Pensem nisso!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A Morte Como um Prelúdio

Há tempos não escrevia...


Estava lendo o post "O Final de Um Blog", e refletindo sobre a imagem do túmulo que tem lá.. Achei bem interessante a analogia..

Mas quem sabe a "Morte" deste blog, não era o elemento chave que faltava para entrarmos em uma nova fase?
Talvez após a "morte", as entranhas, partes de fácil decomposição, foram retiradas de nós... carcumidas!

A parte mais simplória, mais visceral, se foi! Se fizermos uma analogia disto com a maturidade, acho que este processo nos fez mais maduros! O Esqueleto deixado para traz, mostra fisicamente que passamos por uma situação apertada, mas o que sobrou, meus amigos, é justamente a parte mais forte!!! Osteoblastos Universais, Cristais de Adamantium, Nitrogênio Líquido, Tudo! (Momento Allysson)...

Através desta força de seleção natural, estamos aqui, em parte, mas estamos, Firmes e fortes! Prontos para colocar o blog nos trilhos novamente.


Mais uma vez me desculpo pela minha ausencia, mas agora é tudo novo! A começar pelo template!



bingo Web Poll



Considero isso como um presente de "Ano novo" pra o Holística... .e o quão simplórias são estas coisas de presentes e promessas.. como se ao passar de alguns segundos aquela pessoa amarga vá se tornar o serginho malandro... Como se tudo que aconteceu não importasse mais, só porque se passaram alguns dias.. meses.. segundos! Ano novo, ano velho... Qual a diferença?

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O Final de um Blog


Deduzindo fatos, observando outros. Percebemos que o blog morre, quando os embates ideológicos tendem a acabar. Com base no passado, e desta forma, prevendo (probabilisticamente) algumas ações futuras, tenho certeza que fatores externos se ligam a defesa de uma idéia central ou outra. Como assim? Por exemplo, se algo x acontece no meio de uma jornada extensa de trabalho feita por uma equipe, e a idéia central do algo x é bem vista por alguns do grupo, e mal enxergada por outros, há uma ruptura e os padrões não convergem, pois o poder de persuasão da pessoa que toma a frente da idéia x é berço de uma idéia y por aqueles que não gostaram, após uma estafante jornada de trabalho, das atitudes tomadas por aqueles que defendem a idéia x. Daí os ideais não se ligam, dicotomias, contradições, até culminar nas mudanças conceituais. Dentro destes padrões de mudança conceitual, a persuasão dita no início não influencia muito em um grupo onde todos têm voz e voto com as idéias opostas x e y formadas. Logo após, o grupo cria censuras, estas denominamos barreiras, limites mentais impostos por não avaliar a viabilidade de x ou y ou z (uma outra idéia neutra que pode nascer da guerra entre x e y). Portanto, o sentimento de orgulho, que nos leva ao patamar de imutabilidade das idéias, leva a crer que o x ou o y está certo, e que, só e somente, um dos dois leva à certeza, e esse é o primeiro equívoco. O segundo é ligado à impotência de persuadir o seu oponente. Um membro do grupo fica inutilizado em uma espécie de geladeira dialética, e depois morre com o pensamento: “o que vou fazer aqui gastando minha energia, que pode ser útil para outra ação”. Fazendo com que as futuras idéias construtivas x1, x2, x3, x4, x(n) não se propaguem corretamente, e aquele ideal y, que também pode se tornar y1, y2, y3 se opondo ao x ou não. Isso acontece muito na política, nas relações de poder, a persuasão é implícita, mas existe. As negociações para um ganho de confiabilidade é feito no ambiente externo ao palco onde se desenrolam as discussões acaloradas, e após a quebra da barreira inicial, com diversas idéias convergindo para um único ponto, há um uso demasiado do “não” no discurso alheio, mas, porém, contudo, todavia. Não o “sim, e acrescento ...”. Sim o “não, mas...”.


Geralmente os argumentos têm por trás um que de história, e devemos analisá-la também. Desde os primórdios da evolução ontogenética, onde tomamos como referencial para o futuro, os pais. Levamos conosco idéias centrais que influenciam até boa parte da vida, quando nos depararmos com um mundo externo ao lar, por exemplo, a escola onde passamos metade do dia, e logo após a universidade, onde passarmos geralmente o dia inteiro. Sem contar na internet que nos conecta indiretamente a escola e a universidade. Passamos maior parte do dia em determinados locais, onde agregamos valores, e esses valores impregnam os ideais de vida de cada um de nós, seja o viés ego, antropo, ou ecocêntrico. Este último é um tanto difícil de reinar ante os dois primeiros, embora a cobiça e o oportunismo se sobressaiam, e façam parte da “sobrevivência” dos dois primeiros prefixos citados anteriormente. Quando um blog morre, as idéias centrais não batem, os autores não digitam, e a confiança vai, vulgarmente, para o beleléu. É um produto de existência zero. Como fazemos mal uso de nossos sentidos, não percebemos essas relações em nosso dia-dia. A vida não se tornaria seca ou maquiavélica, se o “passatempo” da persuasão fosse mental, o problema é quando o passatempo se exterioriza através de emotividades fúteis dentro de metas e objetivos em busca de materiais supérfluos à vida.



Sempre levei em consideração o diálogo como fonte de construção humana, embora o orgulho, eufemisticamente a falta de sociabilidade, seja maior. Esse é um erro crasso, qualitativamente abominável em qualquer tipo de táxon. Espero que os autores do Holística retomem seus postos.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Cada um no seu quadrado...

Uma necessidade primordial humana é a avidez pelo seu bem-estar. Conceitua-se diversas formas para obtenção improcrastinável desse feitio. Uma dessas é a importância fisiológica, provida à prática de exercícios, alimentação, etc... Outra, certamente pouco estável, é o bem-estar mental. Criamos realidades dependentes do meio "regélido" em que vivemos e convergimos para as melhores estórias e as que mais nos satisfazem. A partir desse ponto, criamos crenças e mitos, para acalmar nossas "mentes e espíritos" (chamem do que quiser). Religiões até conseguem produzir esse efeito esperado, conseguindo haurir o mal-estar. O ponto principal é outro. Religiões tratam diretamente do meio social, onde há procura da população para instar em igrejas/oráculos aquilo que não pode ser produzido individualmente. Por tratar do social, a igreja tem papel importante para a formação do indivíduo quanto à educação, remetendo-o para hábitos "do bem". Não tenho nada a discutir, nem deveria, sobre proselitimos religiosos. O que venho tratar é transmissão da educação em instituições de ensino. Religião se dá muito bem na sua casa, no seu ambiente. O único problema são os excedentes religiosos procurando um local diametral às instituições de ensino. Religião não é nem ciência, nem filosofia. Afirmaria até o inverso: Religião é o fator mais estultificante em uma sociedade. Alguns afirmam que religião e ciência caminham lado a lado, uma apoiando a outra. Outros mais ousados afirmam que nada na vida faz sentido a não ser à luz da religião, parafraseando Dobhzansky. Inconclusiva e não concreta, definição de algo não admitido no âmbito educacional e científico. Explicaria de outra forma o porquê da falibilidade educacional no Brasil? Resposta fácil: Religião em instituições de ensino.

sábado, 15 de novembro de 2008

Cadeias Reativas Verdes, o Livro

O livro “Cadeias Reativas Verdes: Sustentabilidade e Conservação no Semi-árido Paraibano” cumpre o senso-crítico que falta no âmbito acadêmico como forma de sintetizar a problemática ecológica atual, com propostas de alternativas viáveis para conservação da Caatinga, bem como o insere nas perspectivas econômicas, históricas e culturais, ampliando a visão do leitor sobre a problemática Holística, não levando o tema como “ecoxiita” para os neoliberais.

A perspectiva biocêntrica de desenvolvimento atrelado ao uso da cadeia reativa verde, conceito criado pelos autores, é um tapa com luva de pelica na sociedade mercantilista que não visa a necessidade, mas o desequilíbrio como fonte de lucro.

O livro está dividido em cinco capítulos, onde respectivamente: identifica as principais potencialidades do bioma Caatinga; desconstrói os mitos relacionados à obscura, cinza e seca Caatinga de Fome e Sede; problematiza a atual localização da energia como fonte insustentável de manutenção ambiental; propõe e descreve as alternativas ligadas à energia com novas e inesgotáveis fontes de energia, viáveis no ambiente do Semi-árido; e no final, a melhor parte, propõe um visão Holística e destrói as práticas atuais de (des)envolvimento com as cadeias reativas verdes.

O último capítulo ainda me chama atenção relacionando o ambiente às atuais políticas públicas que incentivam as práticas mercadológicas, danosas ao social e, consequentemente, ao ambiente. Reitero aqui a importância de combater esse mal, e revolucionar os sistemas agrícolas e urbanos, em prol das tecnologias que ainda não são bem vistas pelas maiores indústrias energéticas, as petrolíferas, que o vêem como rival no processo de busca ao acúmulo de capital.

Como era de se esperar, o livro no dia 20 de outubro de 2008, a equipe de estudantes de Ciências Biológicas ganha o prêmio Telmo Araújo de Divulgação Científica, proposto pela FAPESQ, na categoria universitária. Um parabéns grandioso à Thiago Severo, Ribamar Lima, Noiana de Paula e Magna Silva, por esse corajoso e hercúleo trabalho onde o livro foi somado aos afazeres acadêmicos de Ensino, Pesquisa e Extensão, bem como à ausência de atenção aos familiares.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

O retorno da síndrome do Lattes


Andei pensando após algumas atitudes que observei ultimamente e resolvi mensurar o preço de um Lattes.

Artigo em revista _______"não converso com minha mãe a um mês, e moramos na mesma casa"

Um livro publicado _______ final de namoro

Resumo expandido _______ um amigo a menos

Mais um poster com meu nome _______ "hei cara, não conta pra ninguém desse congresso"

Primeiro autor em... _______ "vamo publicar, tem que publicar, a coisa é número..."


Resultado : Mestrado = APROVADO !?!?!?


Valeu a pena?
Pra mim não!

E olha que quem está se surpreendendo com isso sou eu, "o cara que é competitivo demais! "

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Extensão, Revolução Didática e a "Porra Toda"


Tenho buscado me informar ante a Pedagogia, de fato, Crítica-Social e numa das minhas pesquisas googleanas, encontrei uma escola-modelo com a metodologia defendido por Rubem Alves, bem próxima à Escola da Ponte. Me senti surpreso por existir uma Escola, que segue esta tendência, no Brasil. Um breve resumo da metodologia empregada na escola se encontra logo abaixo.

Embora um defeito, a Escola é privada (particular ou paga, seja lá como vocês quiserem denominar), triste retrato refletido no Brasil. A escola pública, de qualidade e socialmente referenciada, não existe. Ao se aplicar Projetos de Extensão em escolas públicas, há um certo receio, diríamos resistência, por parte de alguns dinossauros Estes, só falam pelos corredores nos salários, na política municipal, nos conteúdos. Os alunos? Os alunos são cabeça de gado, isso mesmo, Estatística. Cada cabeça tem seu devido valor financeiro. Não existindo brechas para críticas, só conteúdo, conteúdo, conteúdo, passividade. Ah, não esquecendo! Se promover a perturbação do Sistema vigente, o professor é mandado embora, a opus dei (melhor, Movimento Jesuíta, ou melhor ainda, Inquisição) existe e está bem próxima à nós, mas isso é tema para um próximo post.

Outra questão importante e plenamente observada hoje em dia. As revoluções pedagógicas existentes nas Escolas Públicas são temporárias, em prol de um concurso lançado por uma Empresa, outro lançado pelo Governo. Não existindo esta justificativa, o professor que está a frente do processo é denominado louco, ou utópico, e isso enfraquece o ensino, os próprios professores com sensos-comuns danosos aos outros, que agem com bom-senso ante a escola que fazem parte. Jogo de interesses puro e aplicado. Perco totalmente meu tesão ante tais práticas maquiavélicas em prol de gratificações, status hollywoodiano, exclusão social. Ué, exclusão social? Onde ela se encaixa? A exclusão social é implícita neste processo, afinal um ganha e outros têm de perder, é análogo ao vestibular, um passa e os outros têm de passar mais um ano da vida tentando entrar em uma Instituição de Ensino Superior (de preferência para "ganhar dinheiro"), e quando alcançam esse "status" encontram professores despolitizadores em disciplinas-chave como Prática Pedagógica/Sociologia/Filosofia, aliás, as disciplinas-chave deveriam se ampliar e não ficar em torno deste reducionismo, que encontramos até na própria preconceitualização de alguns cursos de Humanas, que tem como fim, a crítica ao social.

Os projetos de Extensão atuais, também seguem os ditames do reducionismo acadêmico, não há um holismo, uma interdisciplinaridade. Afinal professores de Departamento X, com alunos do Departamento X, fazem parte de Projeto X, como visto em diversos relatórios de Pró-reitorias de Extensão por aí. Isso se aplica na Educação Básica também, Professor X da Disciplina X com os alunos da sala X fazem parte do Projeto X, modelo análogo ao das Universidades, perceberam? Que o problema está no modelo dos Projetos de Extensão atuais. Se ensina o individualismo desde cedo, até porque os alunos estão mesmo é interessados na bolsa, que está acoplada aos editais de Extensão, não posso negar também este fator importantíssimo da análise, a disputa por essa fonte de renda acadêmica também promove o afastamento de extensionistas, futuros professores. A solução está na manutenção direta do Projeto de Extensão, que deveria existir, acabando com essa cultura de orientadores, bolsistas e futuros bolsistas, onde o dinheiro destinado a bolsa, seria direcionado diretamente aos ônus nossos de cada-dia, todos levariam no final do dia as notas fiscais (até como cidadania?! "mais dinheiro para o Estado") com um teto de gastos, justificaria-se a destinação do dinheiro público, e se aquele dinheiro aplicado foi realmente necessário. Quantos alienados a Indústria das bolsas produz hoje em dia, já não chega na Pesquisa? PIBIC, PIBICJr, o cão de chifres, agora PROBEX? A bolsa da Extensão é, digamos, uma forma de se adequar ao Sistema, como sempre argumentei, fonte de despolitização. Ah, se o dinheiro da Extensão/Pesquisa fosse com o dinheiro do Centro Acadêmico de Biologia, que tenho de prestar contas no final da gestão, tudo mudaria. A pressão político-social aumentaria, e o melhor as responsabilidades também. Enfim, a prática pedagógica existente hoje em dia me entristece, primeiro por aqueles que estão a frente de uma disciplina tão importante como esta citar que o aluno, e o facilitador (vulgo professor), não tem como empregar o sistema de Pesquisa/Extensão na sala-de-aula, formando sujeitos críticos, pró-ativos e intervencionistas, tendo como produto não só um cientista, mas um profissional idôneo. Lamento, não termos exemplo de escolas como esta em nosso dia-dia, em nosso círculo social.

Em breve, será criada uma escola com o método desconstrutivista. Pois a construção, em um sistema como este, só após o impacto e a reflexão de uma nova realidade, voltada ao Pensar! Criticar! Agir!

http://www.iece.com.br/

Proposta

Hoje, o IECE tem segmento do GII (1 ano e 8 meses)até o 9º ano, e em todo o Ensino Fundamental II (do 6º ao 9º ano) vem se estabelecendo, junto com alunos e pais, numa proposta voltada para a autonomia do aluno - o aluno se torna ator e responsável por seus estudos e se implica nas realizações coletivas. Estas mudanças são decorrentes do reconhecimento de que, desta maneira, educa-se de verdade para formar o sujeito capaz de propor, questionar e participar da sociedade.


Metodologia

A Casa Escola pratica a insterdisciplinaridade através de Projetos de Pesquisa que envolvem as diversas áreas de conhecimento (Matemática, Linguagem, Geografia, História, Ciências Físicas e Biológicas, Artes, Língua Estrangeira e Informática Educativa).


Os professores orientam os alunos a desenvolverem um projeto de pesquisa de forma que eles possam:

• Escolher um tema a ser pesquisado;
• Transformar o tema em objeto de curiosidade;
• Resgatar e registrar o conhecimento já existente sobre o tema;
• Levantar questões sobre o tema a ser aprofundado;
• Formular hipóteses acerca do tema questionado;
• Escolher e selecionar os materiais que subsidiarão a pesquisa;
• Organizar o tempo e o espaço para desenvolver a pesquisa;
• Adequar os conteúdos curriculares ao tema;
• Comparar e relacionar as respostas encontradas com as hipóteses levantadas anteriormente;
• Concluir e registrar a pesquisa;
• Realizar a apresentação do projeto;
• Realizar a avaliação do processo

A avaliação acontece no decorrer de todo o processo, desde a escolha do tema à conclusão do projeto; através de fichas (de conteúdo e auto- avaliação), conselho de classe e trabalhos em pequenos grupos.

Esta metodologia se desenvolve a partir de um ambiente afetuoso de trocas e estímulos, onde o aluno participa, coopera, constrói internamente e socialmente conhecimentos significativos, que possam ser transformados, apropriados e utilizados em sua vida e no exercício para a cidadania.

Dando suporte ao projeto de pesquisa outros PROJETOS PARALELOS vão acontecendo na rotina da escola, estimulando o aluno a escrever, ler, falar, comentar, refletir, tomar decisões, criar...

Na metodologia adotada enfatizamos sistematicamente o trabalho com as diferenças e a importaância das mesmas para o aprendizado e respeito entre todos.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Cabeças vão rolar, e rolaram...

Ao expoente em termos legais do holística, vide artigo 2 do código holístico, referiu-se o pedido de cassação da integrante Patrícia Basílio por exposição de conteúdo inapropriado e execrar os pilares erguintes do Holística, a filosofia e a ciência. Dito isso, executou-se democraticamente uma votação sobre permanência/exclusão da ré supracitada. No total de 6 votantes (votos dos ofídios mais representantes), obteu-se por maioria, o pedido de retirada da ré como postante. Quanto a permanência dos posts e comentários já concretizados, relatem a sua aceitação ou não.

Cordialmente, banca suprema (;>) dos ofídios.

Pequenos problemas

Ops!

Quando fui dar uma olhada no Holística hoje, vi que o layout sofreu algumas modificações. Peço paciencia a todos vocês, pois prontamente estaremos colocando tudo em ordem! Abraços!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Medicina Pecuária

A medicina veterinária agora é pecuária, este é o retrato atual do curso de Medicina Veterinária nacional. Os bacharéis, intitulados "doutores", estão maquinando melhores estratégias para satisfazer o ego(centrismo) em busca do capital. O que me surpreende é que diversos deles são filhos de latifundiários, que criam em seus currais diversas cabeças de gado, lucrando demasiadamente em cima da morte de animais. Animais estes que são bem estudados pelos próprios, tanto economicamente, quanto biologicamente, as células nervosas, os impulsos nervosos, o ato reflexo, a dor. Não entrarei em ditames biológicos em minha argumentação, mas principalmente em cima do "tanto economicamente".

Após a criação do curso de Medicina Veterinária, cursos, a exemplo de Zootecnia, entraram em jogo para satisfazer a demanda do Mercado, a cada dia os subsídios aumentaram para a Indústria da Carne, do Desmatamento e da, conseqüente, Desertificação. Um exemplo é analisar o discurso do "- Agregar Valor" e entreter a população com argumentos de produção animal, qualidade do queijo, do leite, caprinocultura, ovinocultura. Aplicar, em segundo lugar, a argumentação: "- Na Paraíba não precisamos de biólogos para estudar o mar, e sim a Caatinga, estudar o mar é desnecessário!". São duas argumentações que utilizou um dos cabeças do INSA, Instituto Nacional do Semi-Árido em palestra na Semana de Biologia de Cuité.

O que realmente assola o Semi-Árido atualmente? A Pecuária, mais precisamente a Caprinocultura e Ovinocultura. Além dos bovinos compactando solo, transformando a vegetação arbustiva em herbácea, e o estrato herbáceo em solo pedregoso, observamos grandes áreas, onde a Produção Animal se apropria em prol do lucro. Como não conseguimos instalar uma forma de renda onde não extrairíamos os recursos naturais altamente adaptáveis, mas sim valorizaríamos em troca do tão almejado salário mensal. Poderíamos utilizar a publicidade de nossa fauna e flora altamente adaptadas ao ambiente (nos respectivos habitats), pesquisas com substâncias que são utilizadas pelas comunidades rurais advindas da Caatinga (sem antes a biopirataria patentear a substância), utilizar-se da Agroecologia com plantas nativas e de valor comercial, juntas, constituindo os agrossistemas. Muitas outras atitudes podem ser utilizadas para valorizar nossas riquezas biodiversas, heterogêneas, históricas e culturais, estas últimas sequer são citadas. A política da fauna é a pecuária, e política da flora é a monocultura, a convergência destes é o espelho do Mercado, da Agropecuária, que recebe incentivos exorbitantes do governo, se já não bastasse as empresas aplicando milhonárias cifras em prol do lucro.

Não é preciso estudar o mar? Então, se poucos soubessem o poder da ecologia e do holismo no mundo, saberíamos também tratar a maior parte do planeta com respeito. Cito isso em comparação simplória, estudada no ensino fundamental. A comparação da Hidrosfera com a Litosfera, o quanto a hidrosfera influência na temperatura, nos ventos, na precipitação, na vegetação da Caatinga? Argumentos danosos, provocadores, e dignos de senso-comum são disseminados todos os dias pelas palestras no Brasil e no mundo, posso exemplificar isso pois pessoas-chave de representação do Semi-Árido são as principais disseminadoras destas falácias estapafúrdias.

Espero que discursos em prol de uma Caatinga com gado de corte, pecuária extensiva e intensiva, estatísticas baseadas em cabeças de gado, não sejam mais utilizadas, devido às propriedades danosas destes elementos na natureza.

O mesmo, do curso de Medicina Veterinária, onde os formados pré-potentes intitulados doutores na Mídia Tupiniquim, como notei em um dos canais abertos de teor religioso (sic), podem se apropriar destes espaços para publicitar a Pecuária, amiga íntima da Monocultura e do Extrativismo Mineral. Espero que o futuro profissional destes, que estudaram profundamente animais dos mais diversos gêneros não sigam contra eles, onde a Medicina Veterinária e a Zootecnia convergem para algo que podemos chamar de Medicina Pecuária.

A cura da morte.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Fapesq e premiação!


À se cumprir uma agenda hebdomadária, apareceu uma majestosa folga em uma certa segunda-feira. Falo em termos do prêmio Telmo Silva de Araújo, evento patrocinado pela fapesq (Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba). A disputa tinha como finalidade entregar, além do valor financeiro de 2.000,00 R$ (dois mil reais), ao vencendor a publicação de um livro, o qual escrito e inscrito para o evento. O melhor não vem do fortalecimento de eventos científicos na paraíba ou na sociedade em geral. O bom é que o vencedor da Categoria Universitário fora um sutíl ofídio... Thiago Emmanuel Araújo Severo!, mais conhecido como severo, ou "ô veneeeeeeeeno". Aluno da Universidade Estadual da Paraíba, enviou o projeto “As cadeias reativas verdes: sustentabilidade e preservação no Semi-Árido paraibano”. Nada mais orgulhoso para os membros do holística e colegas de sala dessa incrível "criatura", e quem sabe, orgulho maior como amigo (se é que ele nos considera como!). Parabenizo também os outros autores do livro: Ribamar e Magna (ofídios) e Noiana. Grato por ter provocado esse sentimento altruísta. É de vocês!!!

sábado, 18 de outubro de 2008

Quanto vale uma vida?

"Quase 50 jovens são assassinados todo dia no Brasil. Esse dado estarrecedor é parte de uma pesquisa inédita. De 1995 até hoje, são quase 300 mil mortes por causas violentas"
Fonte: Fantástico

Quase 50 jovens morrem por dia! Por que o sensacionalismo de apenas uma jovem? Por que sempre jornais inflictam na sequência de casos que duram mais de 24 horas? Porque não
acompanham as outras 49 mortes de jovens diárias?

Não sei se o nome seria hipocrisia, sei que o estado enojado é o mesmo. O que define a cultura de um povo é como esse mesmo povo se dá com a morte. Antes e depois. Várias
culturas convergem para o mesmo pensamento, sendo que várias delas subterfugia a morte propriamente dita com exclamações religiosas. Então volto a perguntar (pergunta feita
em posts anteriores): Teria a vida mais ou menos valor? Quanto vale?
Segundo "os titãs" nenhuma idéia vale uma vida. Nenhuma? Milhares de pessoas morrem por dia. Muitas mortes banais que poderiam ser evitadas. Nenhuma idéia vale mais do que
essas vidas?
Tomando como tempo de trabalho, quem trabalhou a vida toda morreu por idéias. Viver seria trabalhar ou não? Faço essas perguntas mas já tenho minhas próprias respostas,
todas com bases biológicas. Mas o que se torna enfadonho é a mediocridade da população. Todos na média, todos pensam iguais, uns poucos mais e uns poucos menos.
Ao ler essa explicação de Aécio sobre nós ofídios, deparei-me - talvez de forma errônea- que possuimos idéias com a capacidade de mudar algo ou alguém. Quanto vale a vida
de um criacionista, exposto a toda verdade científica e que renega todos essas provas? Quanto vale a vida de alguém que tira o bem-estar do outro? Quanto vale a vida
de quem tira uma vida?
  • Talvez idéias valham mais do que certas vidas...

Somos Ofídios!



Baseado no jargão (“ôooo venenooo”) de nosso estimado Severo, cheguei a conclusão de que nós “Holísticos diários” somos na verdade Ofídios... Isso mesmo, OFÍDIOS!

As serpentes exercem um papel importantíssimo na manutenção do equilíbrio ecológico nos ambientes em que estão inseridas. Mesmo assim são estigmatizadas por populações de leigos e ignorantes apegados a preceitos pré-estabelecidos e felizes por sua indouta decadência!

Nós “Holísticos”, sem falsa modéstia, exercemos um importante papel na manutenção das discussões inerentes aos anseios e à realidade social e cultural da humanidade! (Nossa! Senti-me importantíssimo agora!)

Como todo bom ofídio, é claro que temos nosso veneno, o que não nos faz vilões, pelo contrário, nos dá as armas necessárias para conservação do equilíbrio intelectual de certas populações humanas em meio a uma crescente onda de alienação e aculturação que ameaça destruir os pilares da fertilidade mental!
E resistimos, mesmo sob ataque (descaso, inveja e desinteresse) de alguns, também felizes por sua indouta decadência!

Vamos avançando, com nossos órgãos inoculadores (Exceto Priscila)! Serpentes peçonhentas rumo à realização! Continuemos a afetar: Piquemos [...]!!!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Nós amamos o bastante?


“Amor é fogo que arde sem se ver; é ferida que dói e não se sente; é um contentamento descontente; é dor que desatina sem doer”. Bela descrição em um soneto de Camões!
“Ainda que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor, eu nada seria”. Essa é de um soneto de Paulo de Tarso.

Parece tão fácil falar de algo tão inexoravelmente complexo! Falo complexo pelo que observei, sobretudo agora à noite.

Vinha da casa da “Patroa” umas dez e pouco da noite, e ao passar próximo ao pastel da esquina de sua casa, um grupo de pessoas comentava a precipitação de uma emissora de TV ao anunciar o falecimento da jovem Eloá, mantida desde segunda-feira como refém por seu ex-namorado Lindemberg. A jovem encontra-se, até o momento, internada em estado gravíssimo!
Caminhando mais um pouco, passo a observar um grupo de amigos que enquanto bebia, conversava a respeito do mesmo caso, afirmando que quem deveria ter entrado no apartamento no lugar da amiga de Eloá deveria ter sido a mãe de Lindemberg.
Em outra esquina próxima a minha casa, enquanto paro pra comprar espetinhos o assunto em volta da churrasqueira é o mesmo de antes!
Chego em casa e, com o mesmo ar estarrecido e comovido minha mãe comenta sobre o caso da jovem de 15 anos!

Vinha refletindo no caminho, e agora, enquanto como essa coxa de frango com lingüiça e arroz me pergunto: ― Qual é o limite daquilo que denominamos “Amor”? Esse sentimento tão intenso que confunde mentes transforma vidas [...]

Não é incomum que atrocidades sejam cometidas por conta de um sentimento como esse. Graças ao que se chama amor, muitas pessoas se acham no direito de privar seus “objetos ansiados” de viver; chegando ao ponto de cometer loucuras, matar, morrer, destruir, e assim por diante.
E não é apenas ao sentimento entre homem e mulher que me refiro. Muitas barbaridades foram e são cometidas por pessoas que proclamam amar a um deus ou a um ideal: As Cruzadas e a Inquisição são exemplos do amor dos cristãos por seus dogmas; os atentados terroristas são exemplos do amor dos mulçumanos por suas crenças; a morte de bebês com alguma imperfeição é um exemplo de amor aos ideais bélicos em Esparta, a circuncisão de mulheres em alguns países da África é um exemplo de amor as tradições, [...]

A questão é: O que leva a esse extremismo?
Por que alguns se entregam tão veementemente a esse sentimento?
Por que até nós mesmos já fomos afetados, minimamente que seja, pelo sentimento de apego intenso a alguém ou a algum ideal?
Qual o limiar que separa-nos daqueles que cometem loucuras por amor? Ou será que não existe limiar e nós é que ainda não amamos o bastante?