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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Extensão, Revolução Didática e a "Porra Toda"


Tenho buscado me informar ante a Pedagogia, de fato, Crítica-Social e numa das minhas pesquisas googleanas, encontrei uma escola-modelo com a metodologia defendido por Rubem Alves, bem próxima à Escola da Ponte. Me senti surpreso por existir uma Escola, que segue esta tendência, no Brasil. Um breve resumo da metodologia empregada na escola se encontra logo abaixo.

Embora um defeito, a Escola é privada (particular ou paga, seja lá como vocês quiserem denominar), triste retrato refletido no Brasil. A escola pública, de qualidade e socialmente referenciada, não existe. Ao se aplicar Projetos de Extensão em escolas públicas, há um certo receio, diríamos resistência, por parte de alguns dinossauros Estes, só falam pelos corredores nos salários, na política municipal, nos conteúdos. Os alunos? Os alunos são cabeça de gado, isso mesmo, Estatística. Cada cabeça tem seu devido valor financeiro. Não existindo brechas para críticas, só conteúdo, conteúdo, conteúdo, passividade. Ah, não esquecendo! Se promover a perturbação do Sistema vigente, o professor é mandado embora, a opus dei (melhor, Movimento Jesuíta, ou melhor ainda, Inquisição) existe e está bem próxima à nós, mas isso é tema para um próximo post.

Outra questão importante e plenamente observada hoje em dia. As revoluções pedagógicas existentes nas Escolas Públicas são temporárias, em prol de um concurso lançado por uma Empresa, outro lançado pelo Governo. Não existindo esta justificativa, o professor que está a frente do processo é denominado louco, ou utópico, e isso enfraquece o ensino, os próprios professores com sensos-comuns danosos aos outros, que agem com bom-senso ante a escola que fazem parte. Jogo de interesses puro e aplicado. Perco totalmente meu tesão ante tais práticas maquiavélicas em prol de gratificações, status hollywoodiano, exclusão social. Ué, exclusão social? Onde ela se encaixa? A exclusão social é implícita neste processo, afinal um ganha e outros têm de perder, é análogo ao vestibular, um passa e os outros têm de passar mais um ano da vida tentando entrar em uma Instituição de Ensino Superior (de preferência para "ganhar dinheiro"), e quando alcançam esse "status" encontram professores despolitizadores em disciplinas-chave como Prática Pedagógica/Sociologia/Filosofia, aliás, as disciplinas-chave deveriam se ampliar e não ficar em torno deste reducionismo, que encontramos até na própria preconceitualização de alguns cursos de Humanas, que tem como fim, a crítica ao social.

Os projetos de Extensão atuais, também seguem os ditames do reducionismo acadêmico, não há um holismo, uma interdisciplinaridade. Afinal professores de Departamento X, com alunos do Departamento X, fazem parte de Projeto X, como visto em diversos relatórios de Pró-reitorias de Extensão por aí. Isso se aplica na Educação Básica também, Professor X da Disciplina X com os alunos da sala X fazem parte do Projeto X, modelo análogo ao das Universidades, perceberam? Que o problema está no modelo dos Projetos de Extensão atuais. Se ensina o individualismo desde cedo, até porque os alunos estão mesmo é interessados na bolsa, que está acoplada aos editais de Extensão, não posso negar também este fator importantíssimo da análise, a disputa por essa fonte de renda acadêmica também promove o afastamento de extensionistas, futuros professores. A solução está na manutenção direta do Projeto de Extensão, que deveria existir, acabando com essa cultura de orientadores, bolsistas e futuros bolsistas, onde o dinheiro destinado a bolsa, seria direcionado diretamente aos ônus nossos de cada-dia, todos levariam no final do dia as notas fiscais (até como cidadania?! "mais dinheiro para o Estado") com um teto de gastos, justificaria-se a destinação do dinheiro público, e se aquele dinheiro aplicado foi realmente necessário. Quantos alienados a Indústria das bolsas produz hoje em dia, já não chega na Pesquisa? PIBIC, PIBICJr, o cão de chifres, agora PROBEX? A bolsa da Extensão é, digamos, uma forma de se adequar ao Sistema, como sempre argumentei, fonte de despolitização. Ah, se o dinheiro da Extensão/Pesquisa fosse com o dinheiro do Centro Acadêmico de Biologia, que tenho de prestar contas no final da gestão, tudo mudaria. A pressão político-social aumentaria, e o melhor as responsabilidades também. Enfim, a prática pedagógica existente hoje em dia me entristece, primeiro por aqueles que estão a frente de uma disciplina tão importante como esta citar que o aluno, e o facilitador (vulgo professor), não tem como empregar o sistema de Pesquisa/Extensão na sala-de-aula, formando sujeitos críticos, pró-ativos e intervencionistas, tendo como produto não só um cientista, mas um profissional idôneo. Lamento, não termos exemplo de escolas como esta em nosso dia-dia, em nosso círculo social.

Em breve, será criada uma escola com o método desconstrutivista. Pois a construção, em um sistema como este, só após o impacto e a reflexão de uma nova realidade, voltada ao Pensar! Criticar! Agir!

http://www.iece.com.br/

Proposta

Hoje, o IECE tem segmento do GII (1 ano e 8 meses)até o 9º ano, e em todo o Ensino Fundamental II (do 6º ao 9º ano) vem se estabelecendo, junto com alunos e pais, numa proposta voltada para a autonomia do aluno - o aluno se torna ator e responsável por seus estudos e se implica nas realizações coletivas. Estas mudanças são decorrentes do reconhecimento de que, desta maneira, educa-se de verdade para formar o sujeito capaz de propor, questionar e participar da sociedade.


Metodologia

A Casa Escola pratica a insterdisciplinaridade através de Projetos de Pesquisa que envolvem as diversas áreas de conhecimento (Matemática, Linguagem, Geografia, História, Ciências Físicas e Biológicas, Artes, Língua Estrangeira e Informática Educativa).


Os professores orientam os alunos a desenvolverem um projeto de pesquisa de forma que eles possam:

• Escolher um tema a ser pesquisado;
• Transformar o tema em objeto de curiosidade;
• Resgatar e registrar o conhecimento já existente sobre o tema;
• Levantar questões sobre o tema a ser aprofundado;
• Formular hipóteses acerca do tema questionado;
• Escolher e selecionar os materiais que subsidiarão a pesquisa;
• Organizar o tempo e o espaço para desenvolver a pesquisa;
• Adequar os conteúdos curriculares ao tema;
• Comparar e relacionar as respostas encontradas com as hipóteses levantadas anteriormente;
• Concluir e registrar a pesquisa;
• Realizar a apresentação do projeto;
• Realizar a avaliação do processo

A avaliação acontece no decorrer de todo o processo, desde a escolha do tema à conclusão do projeto; através de fichas (de conteúdo e auto- avaliação), conselho de classe e trabalhos em pequenos grupos.

Esta metodologia se desenvolve a partir de um ambiente afetuoso de trocas e estímulos, onde o aluno participa, coopera, constrói internamente e socialmente conhecimentos significativos, que possam ser transformados, apropriados e utilizados em sua vida e no exercício para a cidadania.

Dando suporte ao projeto de pesquisa outros PROJETOS PARALELOS vão acontecendo na rotina da escola, estimulando o aluno a escrever, ler, falar, comentar, refletir, tomar decisões, criar...

Na metodologia adotada enfatizamos sistematicamente o trabalho com as diferenças e a importaância das mesmas para o aprendizado e respeito entre todos.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Tv EVO



Conhecem a Tv EVO?



A TV Evo é um web site que simula uma tv, com programação seqüenciada, porém abordando apenas alguns aspectos. O maior enfoque da Tv Evo é divulgar vídeos interessantes sobre geologia, ecologia, zoologia e paleobotanica (dentre outros) onde possamos cada vez mais enfatizar e demonstrar as evidencias da evolução do planeta.
Para assistir a Tv Evo basta clicar no nosso logotipo aqui ao lado << href="http://worldtv.com/evotv/">aqui.

O Idealizador deste recurso foi o nosso querido Allysson, e ele quem gerencia o mesmo. Todos vocês podem contribuir, se quiserem, enviando um link de algum video, ou o arquivo, para o nosso editor Allysson ou para qualquer companheiro aqui do blog!

Fica aí a dica pra vocês, e mais uma Extensão do Holística Diária.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Um casal de Hienas são os avós do meu cachorro!

Não posso deixar de postar isso....
Ao procurar no youtube algum vídeo sobre o encontro Filosofia das Origens, acabei encontrando um vídeo sobre o dilúvio, e a arca de Noé. Vou reproduzir para os caros leitores um comentário de uma pessoa que ficou muito indignada com o que viu:

Basta pensar um pouco, para não acreditar em mentiras:
Existem mais de 6 biliões de espécies de animais, mamíferos, aves, répteis e insetos. Como foi possível colocar essa bicharada toda na Arca de Noé?
Então...a Arca de Nóe teria que ser do tamanho da cidade de S. Paulo. Certo?
Como foi possível arranjar alimentos para todos animais?
Como é possível existir gente que acredita em tamanha mentira?
E a réplica do garoto que postou o vídeo:

Basta ver o vídeo. Verá que das UM MILHÃO DE TREZENTAS mil espécies do mundo, 900 mil são de insetos; e mais alguns milhares de espécies de peixes. Outra coisa, é que a terminologia "espécie" na biblia, seria o que é hoje "familia"; sendo, por exemplo, capaz de reproduzir TODAS as espécies caninas no mundo com apenas um casal dos tipos básicos de ienas, lobos e cães. Mas tem que ser tipos básicos com alta carga de reserva genética. (obs, isso também está especificado nos vídeos)

...... Quer dizer que em mais ou menos 4 mil anos, um casal de "Ienas" (kkkk) deu origem a toda a diversidade de Caninos do mundo inteiro?
Acho que Darwin esta se remexendo na cova... pobre defundo...



Ps: Não podia esquecer de postar o Link para o Grandioso Vídeo! =D Ôba! CLIQUEM AQUI!

Ps2: A SCB Mudou de site: http://www.scb.com.br/ =)

Ps3: Não sei se faz alguma diferença, mas o vídeo é do nosso querido Adauto Lourenço! =x




EDIT:

Depois de ver o vídeo, me liguei pra uma coisa nos marcadores, e estou postando pra vocês a humilde descrição que colocaram acerca do vídeo, e do seu autor.


Se juntarmos, ficaria assim: Cientista Especial Brasileiro Americano, Doutor PHD (seu-nome-aqui)...
É um título e tanto eim? =D

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Não é burrice, é palhaçada! II

Dossiê completo dos Palestrantes:

  • Adauto José Lourenço Amplamente criticado no post anterior. Dispensa comentários.
    Lattes informa: "Nenhum resultado foi encontrado para: Adauto Lourenço".

  • Eduardo F. Lütz Lattes informa: "Nenhum resultado foi encontrado para: Eduardo Lütz". Procurado no site da Universidade Friedrich-Alexander, onde há o banco de dados dos alunos, egressos e atuais, nos informa: Die Suche nach Eduardo Lütz führte zu keinem Ergebnis. Es konnten keine Dokumente gefunden werden, die den Suchbegriff enhalten. (A busca por Eduardo Lütz levou a nenhum resultado. Não foram encontrados documentos a pesquisa requerida). Trabalhando com física das partículas? O que caracteriza uma inverdade, uma visita à Universidade talvez. Trabalhando atualmente com softwares em software, ou seja, um físico frustrado que não conseguiu pesquisas para trabalhar, não submete trabalhos em periódicos qualis C, ou até mesmo nem professor de ensino médio é. O título da palestra: O Uso do Método Científico para a Avaliação de Evidências, não condiz com o que ele aprendeu na física das partículas, ele bem que poderia explicar a origem do Bóson de Higgs, suas contradições e perspectivas futuras de pesquisa. Uma pena que se intrometa na epistemologia como fonte de argumentações sobre evidências.

  • Elias Brasil de Souza Lattes: http://lattes.cnpq.br/8980845630669684 Não prega mentira no currículo, é teólogo por formação e só. Doutorado em Teologia em uma Universidade Adventista, que prega no curso de Biologia http://www.andrews.edu/cas/biology/programs/courses.html duas disciplinas, das seis (?) obrigatórias, em particular: BIOL449 (3) Historical and Philosophical Biology Examination of biological, paleontological, and geological concepts central to the study of historical events in biological systems. Considers the interactions of data, theories, and extra scientific concepts in historical biology, within the particular context of a biblical worldview. BIOL451, 452 (1, 1) Questions in Biology: Analysis, Evaluation and Answers, discussions, and individual work centered around asking and answering important questions in the life sciences; research in biology, discussions on important issues in origins; discussions on major topics in bioethics. Attendance at monthly research seminars required. Como teólogo, tem publicações em exegese, hermenêutica, templos bíblicos, sexualidade (?) e todas as formas de ludibriar (persuadir) os fiéis adventistas. O título da palestra: A Criação na Teologia Bíblica, nos mostra a tentativa de persuadir mais alguns fiéis para a Criação em sete dias, onde a criação adventista é contraposta por um dos próximos palestrantes deste dossiê, o Enézio Almeida que palestrará no mesmo dia e que coordena o NBDI (neocriacionismo), nova forma de ludibriar os leigos. Nenhum tipo de experiência com Criação o exegeta teólogo tem em seu currículo. A criação em sete dias, ou em pufs aleatórios (baraminologia), vamos esperar nesta palestra? Como idôneo em parcialidade, também ensina no Seminário Adventista.

  • Enézio E. de Almeida Filho Lattes informa: " Nenhum resultado foi encontrado para: Enézio Almeida" O Enézio é dono do badalado blog "pós-darwinista" e critica vorazmente o darwinismo em seu ímpeto, embora tenha parado no tempo, não consegue conceituar teoria sintética da evolução e toda contribuição da mesma para a ciência atual. Não sabe de biologia, tanto que é formado em Letras, como um mau jornalista entra em temas que não lhe dizem respeito. Participa do mestrado em História da Ciência há anos, jubilado?!, e a própria orientadora dele não o aguenta, relato pessoal. Conversando com a Lílian esses dias, pude perceber a angústia de ter de orientar o Enézio, o polêmico Enézio.

  • Marcos Natal de Souza Costa Lattes informa: "Nenhum resultado foi encontrado para: Marcos Natal de Souza". Primeiro, a USP não tem nenhum programa de pós-graduação, no caso doutorado, em Geologia, tem em RECURSOS MINERAIS E HIDROGEOLOGIA, GEOQUÍMICA E GEOTECTÔNICA e MINERALOGIA E PETROLOGIA. http://www.igc.usp.br/ensino/pos_graduacao/programas.php Portanto, tal informação de doutorado em Geologia é falsa. Segundo, mais um pesquisador frustrado, tem doutoramento e nenhuma publicação encontrada em algumas bases consultadas. Encontrei também informações que o mesmo era doutorando, e não doutor na USP. A palestra intitulada Evidências da Criação na Paleontologia nos mostra a vontade do autor entrar em temas como Vicariância, Filogenia, Biogeografia, dentre outros escopos de estudo das Ciências Biológicas. Bem que poderia se ater às origens das rochas.

  • Nahor Neves de Souza Junior Lattes: http://lattes.cnpq.br/2628899736351944 Já esteve na UEPB, durante o final do ano passado, palestrando sobre Eras Geológicas e Evidências Criacionistas, cheguei no final da palestra, e anotei boa parte do que ainda disse em um tempo escasso, com muitos assuntos sobrepostos que adentravam desde letras/teologia até biologia/física quântica. E na minha intervenção, ele perguntou sobre as mutações, e eu falei que poderia apenas ser em um pb a probabilidade disto acontecer em uma reprodução sexuada é enorme, e um conjunto de mutações destas SNPs produziriam mudanças em um pool gênico ocasionando uma cladogênese e especiação, de fato. O mesmo ficou calado ante a resposta, mas pude perceber que se intromete em todos os assuntos possíveis. Formado em Geologia, tem doutorado em Geotecnia, mais precisamente em Basaltos, Geologia de Engenharia, Mecânica das Rochas, Entablamento, e se intromete em: Genética, Eras Geológica, Biogeografia, Zoologia, Botânica, etc. É um polivalente, ou no final, nada. Para mostrar o nível de frustração do "cientista" todos os projetos que ele coordenou, foram desativados e não concluídos, vide Lattes. As várias publicações didáticas foram em folhas, parciais, criacionistas, promovendo a ideologia do PUF "científico". Foi professor da UNESP e USP lecionando Geologia, e atualmente, ensina na Universidade Adventista, a velha e famosa UNASP. A palestra: Modelos em História Natural: Aspectos Científicos e Metafísicos, é só Metafísica, um dia ele experimenta todos os modelos que acredita ele, condizem com o científico.


  • Queila de Souza Garcia Lattes: http://lattes.cnpq.br/4682681031761427 Bióloga, com experiência em fisiologia vegetal, mais especificamente Campos rupestres, Germinação e Banco de Sementes, Dispersão de Sementes, Alelopatia, Produção e Decomposição de Serrapilheira, e o título da palestra é Evidências da Criação na Clorofila. A possível origem dos autótrofos, como os outros pesquisadores, fugirá da linha de pesquisa, adentrando assuntos que fogem da experiência científica dentro de uma Instituição séria como a UFMG. Dentre todas publicações em periódicos científicos, nenhum trata sobre Evidências da Criação na Clorofila, ou até mesmo Evidências da Criação nas linhas de pesquisas que atua.

  • Tarcisio da Silva Vieira Lattes: http://lattes.cnpq.br/2707954141446275 Trabalha com LCC, Inibidor Acetilcolinesterase e Doença de Alzheimer. Palestrará sobre Origem da Vida: Evidências de Planejamento. Bacharel em Ciências Biológicas e Química (?). Embora tenha mestrado em Química pela UnB e tenha experiência com fármacos e medicamentos, sem publicações sobre. esta linha, mais um cientista frustrado. Uma vergonhosa publicação de um livro sobre Criação - Criacionismo Bíblico em 2007, e só sobre Criação. Fugindo dos objetos de pesquisa ditas anteriormente, os quais tem experiência, entra em um tema amplo como Origem da Vida, que tem múltiplas pesquisas, mostrando somente o que há nos livros didáticos de ensino médio sobre o tema.


  • Wellington dos Santos Silva Lattes: http://lattes.cnpq.br/0434592982925844 Trabalha com hemoglobinopatias e retardo mental, é Biólogo, Mestre em Genética pela UFSCAR, e Doutor em Genética Humana pela UnB, mas ... Professor na Faculdade Adventista da Bahia (IAENE). Provavelmente haverá uma análise do núcleo da hemoglobina na palestra Evidências da Criação na molécula de Hemoglobina, e como os anteriores "cientistas" não tem experiência na área de Hemologia Sequencial, ou até mesmo Filogenia Genética. Só em patologia molecular e genética humana. Sendo o "cientista" que mais se aproxima da linha de pesquisa ante o tema da palestra. Publicou um trabalho sobre Criacionismo em um evento da UNASP (Engenheiro Coelho): Usando a história da ciência para integrar a fé ao estudo da origem da vida: uma abordagem interdisciplinar. In: 29 Seminário Internacional de Integração Fé e Ensino, 2002, Engenhero Coelho-SP. Christ in the Classroom, 2002. v. 29. p. 321-336. E não publicou sobre o Criacionismo em periódicos sérios, como o "Cadernos de Saúde Pública (FIOCRUZ)" um dos quais submeteu trabalho sobre Hematopatologias e foi aprovado.
Cabeça do evento:
Lattes informa: "Nenhum resultado foi encontrado para: Matusalém Alves"
Matusalém Alves é professor do CEDUC e faz parte da ADUEPB, adora criticar a reitora Marlene Alves, acho que pelo nome da mesma ser parecido com o dele, despeito. Sempre polêmico, adora temas onde a ideologia influência mais do que conceitos próximos a verdade, científicos de fato.
... mestre em Teologia.



quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Prática pedagógica IV - A Revolta

continuando a idéia do post anterior:
" eu conheço graduados com uma melhor percepção do cotidiano que muitos doutores "
Por que é que eu não falei percepção da área específica?

Dentro de uma instituição de ensino, seja ela superior ou de ensino básico, o docente precisa de uma visão mínima do que esta acontecendo a sua volta. No mínimo, este precisa ter uma sensibilidade para perceber a situação, compreendê-la e tentar transmiti-la para seus educandos. Portanto, nesta situação, o conhecimento específico e minucioso de uma área aplicado a sala de aula deve ser repensado.
O "especificismo" faz com que se compreendam melhor inúmeras situações, entendendo aspectos cada vez mais "dissecados" da situação. Contudo, gastar o precioso tempo de aula com nomeclaturas de estruturas que todos conhecemos, no nosso ignorante empirismo, para mim, é Jurássico.

Exemplo: Imagine que você tem um pirulito...

Ele pode ser de Morango ou de Limão, certo?
Se ele estiver sem embalagem, é um Unipirulitoalveolado - Se estiver fechado é Hipoxialocrinadolito.
Se ele estiver perto de um jarro com uma flor, é um Cimerapirulitorescência
Mas se este jarro for azul, é um Magnificocêntricolito
...

Prefiro que me chamem de ignorante, a decorar uma "Cartilha" deste gênero.


Ps2: Estou abrindo um novo marcador, para colocar assuntos sobre esta categoria: Dinossauros, Jurássicos, etc

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Desabafo Pedagógico

Análogo ao texto anterior "Maldita Inclusão Digital" utilizo este título como padrão para uma série de posts ante situações tragicômicas vivenciadas na sala-de-aula.

Descrevo uma.

Hoje, 11 de setembro, entro em uma das salas do cursinho onde leciono para avisar dos Aulões que haveriam nas semanas próximas. Como sempre com o caloroso "- Bom dia!" entro na sala, e espero que o semblante alheio corresponda, senão compartilho o mal-humor até soltar outra piadinha, e assim vai. Promovendo o entrosamento e a quebra de hierarquias subliminares existentes na sala-de-aula.

O aviso sobre o aulão é efetuado em uma das salas, e na próxima turma primo por avisar da mesma forma, e claro que educadamente, cito que o mesmo começaria "1:30" (uma e meia).

Uma aluna interrompe abruptamente, e fala "- Está errado!". "- Errado, por que errado?", indago.

Ela: "- O certo é 13:30, 1:30 é madrugada!" , e abaixa a cabeça vendo que o restante da turma fica em silêncio. Percebendo a reação da turma concentrada na situação, reajo olhando em silêncio para toda a turma e continuo em silêncio (com uma cara de surpreso), após alguns segundos, continuo a dar o restante do aviso, visto que a aluna não levantou o rosto para argumentar novamente sobre o modo de falar sobre o horário. Entusiasmado, primo por exalar felicidade e emoção na sala, e em situações como esta, ficar em silêncio para ridicularizar aqueles que sentem por bem destruir o trabalho alheio como forma de ascensão própria é o melhor caminho. Outras situações nós nos adaptamos, e vamos vivendo essa vida de atores didático-científicos.

Sinto que ela refletiu.

Final do aviso, saio da sala, me senti bem fiz o meu papel, e continuo a fazer. Com um caloroso: "- Obrigado pela atenção, meus queridos alunos!", "- Obrigado professor pelo espaço cedido!".

Com educação calamos o mundo. Embora que por vezes me revolte com esse sistema moralista educacional padrão, mas isso já é matéria para outro post.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Prática Pedagógica III - Fatality

(...)Os professores são aqueles que devem saber mais do que os alunos. Mas, conforme afirmou o próprio Piaget, há momentos em que um bom professor presta um mau serviço a eles. São os momentos em que um parceiro igual em termos de conhecimentos ajuda mais que um professor, pois a autoridade deste atua como um bloqueio à aceitação de que está equivocado e de que necessita humildemente aceitar este equívoco.

Estas considerações conduzem obrigatoriamente a uma mudança na estrutura de sala de aula. Aluno um atrás do outro, ouvindo professores e copiando do quadro é um panorama obsoleto da escola, que, aliás, é ainda tão encontradiço.(...)


“'O inssinu no Brasiu è otimo', por Esther Pillar Grossi"

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Educação? Educações? ...

Existe mesmo uma divergencia na prática de ensino? ou seria um velho e antiquado modelo maquiado de inumeras formas possíveis por gerações e mais gerações de professores que sucumbiram ao sistema ou tentaram dobra-lo de alguma forma?

O vídeo fala por si só... É Brasil, mostra a tua cara...



Dinossauros? Mal compreendidos? Mal pagos?.....


Ps: Para quem não viu ainda, o título deste vídeo no YouTube é: Prof. ... o extressado..
e a descrição diz o seguinte: Prof. .... de biologia sempre passiente com seus alunos..


Eu encerro meu caso....

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Moral e Bons Costumes (Prática Pedagógica III)

Todo viés progressista foi de água abaixo, a hipocrisia reinou e o senso-crítico virou alienação. Essas foram as últimas noções didáticas que me restaram das, também, últimas duas aulas de Prática III.

Embora houvesse um valor crítico realçado nos primeiros dias de aula, após debates acalorados, mostrando um grande poder ante a Instituição de Ensino Superior onde estamos inseridos. O estudante tendo noção de seu real poder mobilizador como segmento, sendo colocado nas nuvens pelos educadores até então idôneos nas falas. Diversas outras atitudes louváveis, por exemplo, censuras quebradas em prol da criatividade, grades curriculares destruídas em prol de uma melhoria interdisciplinar, PCNs realçados e altamente valorizados. Uma verdadeira noção educativa, de onde nós tiramos de jogo os retroprofessores e os livrodidáticoprofessores.

Até que chega as duas últimas aulas de Pedagogia, onde nós temos de expor a melhor forma de lecionar, qual é a postura do professor ante o aluno, e um discurso de um dinossauro impera: " - Essa realidade não se aplica a sala-de-aula!". "- Desculpe, mas essa é a verdade, tenho de discordar. " Breves palavras para mudar todo o rumo da disciplina. Com os outros novos professores acuados, e sem escolhas para argumentar, o dinossauro imperou até essas duas últimas aulas, onde foi exposto nada mais nada menos que, "- Nenhum aluno tem a obrigação de ver nossas pernas cabeludas, ou os pés quanto ao uso de sandálias (havaianas)" (Kalil, 1998). Citando, o professor de biologia deve seguir tem um código de Ética! (sic) Ética! Que nos lembra moral, bons costumes! Nos lembra tradicionalismo, nos lembra tecnicismo, nos lembra, PUFF, a pré-história. E mais uma vez o Terciário impõe plesiomorfias na sala-de-aula. A experiência, lembro-me bem da última apostila utilizada:

"A formação dos professores, que se vem realizando, pelo fato de pouco acentuar esta problemática epistemológica acaba por fragilizá-la, pô-la mesmo em questão. O que arrasta a impossibilidade de se atingirem muitas finalidades prescritas nos currículos. Neste sentido, os professores bem (in)formados nesta área podem recuperar um mau currículo e professores com graves deficiências de formação podem matar um bom currículo. Desejável mesmo é que de algum modo, o professor não assente o seu saber sobretudo na informação, mas que possa também desenvolver conhecimentos e saberes no modo de como se investiga, como se faz ciência. (...)"

Ou melhor:

"Porém, importa salientar e ter bem presente no espírito do professor que o tempo de ensino, já de si escasso, não correponde às necessidades de aprendizagem, e impede o professor de apresentar este longo caminho de crescimento do conhecimento, não fazendo ressaltar esta substituição progressiva, evolutiva e algumas vezes catastrófica das teorias umas pelas outras.(...)"
Praia, J; Cachapuz, A; Gil-pére. A hipótese e a experiência científica em educação em ciência. Contributos para uma reorientação epistemológica. Cap. 4. Cortez Editora: 2002.

Ainda têm aqueles futuros licenciados que vergonhosamente citam, sussurando: "- Por isso o professor é desmoralizado, não se veste bem, com elegância", ou coisas do tipo, elogiando a postura dos dinossauros. Noção esta que tem um significado de frustração, um mau professor conteudista, que não tem o mínimo de criatividade para aplicar em sala, e só visa o lucro, onde cada aluno é um cabeça de gado, dentre outras analogias mercadológicas.

Após a última aula aprendi que, e também aconselhado por um amigo, ficar em silêncio. Segundo Schopenhauer, após a angústia temos duas formas de expressar nossos sentimentos, uma ficando em silêncio, outra publicitando e compartilhando com o próximo. No viés da disciplina Prática Pedagógica III, o melhor é ficar em silêncio, embora politizados, há uma hierarquia que também é ensinada.

"- Temos de ter a noção que o professor, sabe mais do que o aluno."


Sai cada pérola na sala-de-aula! Adoraria um gravador, porém expor esse tipo de conhecimento pré-histórico exposto ao ridículo, só faz publicitá-lo ainda mais. Não devemos agir de tal maneira. Ficaremos quietos, e vamos às forras logo após fazendo textos que indiquem o nível de discurso adotado e, principalmente, de onde esse discurso foi retirado. A fonte.

Kalil, G. Chic homem: manual de moda e estilo. SENAC: 1998.